O Brazilian International Beer Awards (BBA) reúne representantes de 26 países em sua terceira edição, realizada em Alagoinhas, no agreste da Bahia. O número representa um crescimento de 44,4% em relação a 2025, quando o concurso contou com participantes de 18 países. Os julgamentos das cervejas ocorrem entre segunda-feira (02/11/2026) e quinta-feira (05/11/2026), como parte da programação técnica do Bahia Beer Festival.
A competição integra a agenda promovida pela Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) em parceria com a Prefeitura de Alagoinhas. O concurso reúne especialistas do setor cervejeiro para avaliar produtos de diferentes origens e ampliar o intercâmbio técnico entre profissionais, cervejarias e mercados internacionais.
Os jurados representam países dos cinco continentes: Alemanha, Finlândia, Peru, África do Sul, Austrália, Reino Unido, Espanha, Argentina, Chile, Equador, China, Brasil, Itália, Polônia, Noruega, Grécia, Malásia, Colômbia, México, Estados Unidos, Canadá, Japão, Porto Rico, Uruguai, Costa Rica e Guatemala.
Jurados internacionais ampliam intercâmbio técnico na Bahia
Para Develon da Rocha, CEO da Sol Eventos, empresa organizadora do concurso, a presença de especialistas de diferentes países contribui para a troca de conhecimentos e experiências sobre a produção cervejeira. Segundo ele, a participação internacional também amplia a projeção da Bahia e do Brasil no setor.
Entre os integrantes do júri está o australiano Nick Galton-Fenzi, cervejeiro e avaliador com experiência em competições como a World Beer Cup, nos Estados Unidos, além de concursos realizados na África, Europa e Brasil. Sua participação no BBA envolve a avaliação de produtos e o intercâmbio de técnicas com outros profissionais.
Galton-Fenzi afirma que a troca de informações entre especialistas pode contribuir para o aprimoramento dos processos de produção. Segundo ele, conhecimentos compartilhados durante a competição podem ser aplicados pelas cervejarias para melhorar a qualidade dos produtos.
Especialistas da África do Sul e dos Estados Unidos integram o júri
A sul-africana Megan Gemmell, mestre em Microbiologia e cervejeira premiada em competições nacionais e internacionais, também participa da avaliação. Ela destaca a oportunidade de conhecer cervejas produzidas em diferentes regiões e compreender os processos e as experiências dos profissionais envolvidos.
Na avaliação de Gemmell, a degustação de produtos de diferentes culturas permite ampliar o conhecimento sobre estilos cervejeiros e desenvolver critérios de avaliação. A experiência também possibilita o contato com técnicas e características de produção que variam conforme a região e a tradição de cada mercado.
O representante dos Estados Unidos é Michael Hall, juiz, autor e professor com atuação no setor cervejeiro. Ele considera o BBA parte do circuito internacional de competições e afirma que pretende contribuir para a melhoria da qualidade das cervejas avaliadas. Hall também menciona o interesse em conhecer ingredientes e características de produtos brasileiros, como frutas, especiarias e madeiras.
Cervejarias utilizam competição para avaliar produtos e fortalecer marcas
Além dos jurados, o concurso reúne cervejarias que utilizam a participação como oportunidade de avaliação técnica, reconhecimento de mercado e aperfeiçoamento de produtos. Um dos participantes é Adriel Oliveira, proprietário da Cervejaria Turatti, de Fortaleza, no Ceará.
A empresa conquistou premiações nas edições de 2024 e 2025 e retorna à competição em 2026. Oliveira afirma que os resultados obtidos no BBA contribuíram para ampliar o reconhecimento da marca, fortalecer sua credibilidade e criar oportunidades comerciais.
Segundo o empresário, a participação em concursos permite apresentar os produtos a avaliadores especializados e obter referências externas sobre qualidade e inovação. Ele também aponta que a premiação pode ajudar a diferenciar a cervejaria em um mercado competitivo.
Outra participante é a Buonacerva, de Santa Maria Madalena, no Rio de Janeiro. O mestre cervejeiro Alexandre Laguardia informou que a empresa enviou cinco amostras para a edição de 2026, após receber premiações nas duas edições anteriores.
Para Laguardia, a avaliação externa funciona como uma forma de verificar o trabalho desenvolvido pela cervejaria e comparar os resultados com os obtidos em outros concursos. O retorno dos jurados, segundo ele, auxilia na revisão de receitas e no aperfeiçoamento dos processos de produção.
Bahia Beer Festival inclui concurso de cervejas sem álcool
A programação do Bahia Beer Festival em Alagoinhas segue até domingo (08/11/2026). Uma das novidades desta edição é a realização do International Alcohol-Free Beer Awards (BBA Zero), concurso dedicado exclusivamente à avaliação de cervejas sem álcool.
Os julgamentos do BBA e do BBA Zero estão concentrados entre segunda-feira (02/11/2026) e quinta-feira (05/11/2026). A inclusão de uma competição específica para produtos sem álcool amplia o escopo da programação técnica e contempla um segmento do mercado cervejeiro com características próprias de produção e avaliação.
O festival também promove a sétima edição do Congresso Internacional da Cerveja (CONIB), marcada para quarta-feira (04/11/2026) e quinta-feira (05/11/2026). O encontro reúne pesquisadores, palestrantes e profissionais ligados à produção e ao mercado cervejeiro.
Congresso aborda qualidade, acidificação e inovação no setor
Entre os participantes do congresso estão integrantes do júri internacional do BBA. O australiano Nick Galton-Fenzi apresentará conteúdo sobre seleção de processos de acidificação para estilos de cerveja.
A sul-africana Megan Gemmell abordará práticas relacionadas à qualidade, ao crescimento e à inovação em mercados considerados desafiadores. A participação dos especialistas aproxima a programação de avaliação das cervejas das discussões técnicas sobre produção e desenvolvimento do setor.
Com jurados de 26 países, concursos voltados a diferentes categorias de produtos e uma programação de palestras internacionais, o Bahia Beer Festival posiciona Alagoinhas como sede de atividades de intercâmbio e avaliação da produção cervejeira. O crescimento da participação estrangeira no BBA, em relação à edição anterior, constitui o principal indicador de expansão internacional apresentado pela organização.








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