Secretário da ONU condena ataque à mesquita que matou 59 pessoas no Paquistão

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente o ataque suicida contra uma mesquita em Peshawar, no noroeste do Paquistão. Pelo menos 59 pessoas foram mortas e mais de 150 ficaram feridas.

Em nota, ele afirmou que a liberdade de religião ou crença, incluindo a capacidade de prestar culto em paz e segurança, é um direito humano universal.

Mortos e feridos

Segundo agências de notícias, um homem-bomba invadiu a mesquita nesta segunda-feira quando centenas de policiais se encontravam no local para fazer suas orações, no início da tarde. A cidade de Peshawar está localizada perto da fronteira com o Afeganistão.

António Guterres expressou condolências às famílias das vítimas e pronta recuperação aos feridos.  Ele disse que a ONU está ao lado do Paquistão nos esforços do país para enfrentar o terrorismo e o extremismo violentos.

O líder das Nações Unidas reiterou sua solidariedade ao povo e ao governo paquistaneses.

Locais sagrados

Já o alto representante para a Aliança das Civilizações das Nações Unidas, Miguel Moratinos, afirmou que todas as formas de violência e atos de terror contra civis e locais religiosos são intoleráveis e injustificáveis. Para ele, esse e todos os atos devem ser inequivocamente condenados.

O líder da Aliança lembra que os locais de cultos são sagrados para os fiéis que têm o direito de professar ali sua fé com segurança e liberdade.

Moratinos fez um apelo ao respeito mútuo de todas as religiões e credos e à promoção de uma cultura de fraternidade e paz.

Ele lembrou o Plano de Ação da ONU para Proteção de Locais Religiosos, desenvolvido pela Aliança das Civilizações, pedindo aos governos e partes interessadas relevantes que apoiem sua implementação.

*Com informações da ONU News.


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