O deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE) apresentou um Projeto de Lei (PL 579/23) que altera a Lei da Autonomia do Banco Central para vedar o exercício de atividade político-partidária por parte do Presidente e dos Diretores da Autarquia. De acordo com a proposta, fica proibida a ação de apoiar ou criticar candidatos, lideranças e partidos.
“Apoiamos a autonomia do Banco Central, pois é uma demonstração de transparência para o mundo inteiro, além de ser um importante critério da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Por isso mesmo, entendemos que a presidência do BC também precisa ser autônoma e imparcial, não devendo se posicionar politicamente”, destaca Eduardo.
“Como atual presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Brasil-OCDE, acredito que a autonomia do BC auxilia cada vez mais o reposicionamento da imagem do país no exterior, favorecendo uma abertura ainda maior de diálogo com as economias desenvolvidas. É preciso que consigamos restaurar a confiança dos mercados exteriores para com o país, pois isso dá credibilidade para debatermos temas fundamentais para o desenvolvimento da nação. Diante deste cenário, nosso PL se torna muito importante”, pontua o parlamentar.
Segundo o deputado, o fato de os mandatos dos diretores ocorrerem em ciclos não coincidentes com a gestão do Presidente da República é o que faz com que o atual Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, precise governar de forma harmônica com Roberto Campos Neto, Presidente do Banco nomeado pelo antecessor de Lula, Jair Bolsonaro.
O problema, no entanto, reside no fato de que o Presidente Campos Neto adotou diversas condutas de apoio explícito ao ex-presidente Bolsonaro, tais como ir votar com a camiseta do Brasil, símbolo sabidamente adotado pelo bolsonarismo”, argumenta o parlamentar.










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