A meio da noite de quarta para quinta-feira (16/03/2023), o Banco Central da Suíça anunciou um empréstimo de 50 bilhões de euros ao Credit Suisse, numa altura em que este banco estava a perder 28% nas suas ações após suspeitas da solidez deste gigante mundial da finança.
Esta manhã, os investidores estão aliviados com o colete salva-vidas lançado pelas autoridades suiças ao Credit Suisse durante a noite. O Credit Suisse está entre os bancos mundiais considerados demasiados grandes para falir, ou too big to fail, em inglês, e face a uma possível crise, o Banco Central da Suíça reuniu-se de urgência com a Autoridade Federal de Regulação dos Mercados Financeiros, a FINMA, decidindo dar um empréstimo de 50 bilhões de euros a este banco.
O banco Credit Suisse, o segundo maior da Suiça e um dos maiores do Mundo, ficou muito fragilizado na quarta-feira, quando o presidente do Banco Central saudita, que detém cerca de 10% desta instituição financeira, afirmou que não tencionava investir mais do que já tinha feito. Os sauditas chegaram a este banco suíço em Novembro após uma série de escândalos que abalaram o Credit Suisse nos últimos anos, especialmente a partir da falência da sociedade financeira britânica Greensill, em 2021.
Desde essa altura, as ações do banco suíço caíram 80%, com ontem a ser o pior de sempre para esta organização financeira, com uma queda de 30% em 24 horas. Hoje de manhã, as ações do Credit Suisse subiram em cerca 30%, estabilizando os mercados europeus.
Esta crise no Credit Suisse acontece numa altura de grande volatibilidade dos mercados financeiros, após a falência do Silicon Valley Bank, o banco das startups americanas. Desde sexta-feira que o perigo do contágio assola vários países, especialmente os que têm maiores laços com os bancos norte-americanos.
*Com informações da RFI.








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