O sistema de transplantes de órgãos no Brasil tem sido alvo de discussões e especulações, mas os números e especialistas apontam para um cenário positivo de rapidez e eficiência no processo. Com o caso do apresentador Fausto Silva como pano de fundo, onde a notícia de sua insuficiência cardíaca foi seguida quase imediatamente pela informação de seu transplante de coração, a atenção se voltou para o sistema que, apesar das críticas, mostra-se capaz de proporcionar ações que salvam vidas.
O Brasil possui o maior sistema público de transplantes de órgãos do mundo, segundo o Ministério da Saúde, e é referência em muitos aspectos desse processo. O rápido transplante de coração, por exemplo, ocorre em cerca de 25% dos casos em menos de 30 dias. No decorrer de 2023, foram realizados 262 transplantes desse tipo, dos quais 72 aconteceram em menos de um mês. A coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Daniela Salomão, destaca que a rapidez é consequência da combinação de critérios técnicos e da disponibilidade imediata de doadores.
A espera por um transplante é um desafio enfrentado por muitos, com 379 pessoas aguardando por um novo coração no Brasil. A lista de espera é única, incluindo pacientes tanto do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da rede privada, gerenciada pelas Centrais Estaduais de Transplantes. A coordenadora-geral do SNT ressalta que a doação de órgãos é um processo complexo que envolve diversas instituições e requer agilidade para ser bem-sucedido.
O processo de seleção dos receptores é complexo e envolve diversos critérios, incluindo a ordem de chegada, tipo sanguíneo, compatibilidade genética e gravidade do estado de saúde do paciente. A equipe médica responsável pelo transplante também pode recusar um órgão se considerar que o estado de saúde do paciente não é adequado naquele momento.
Além dos transplantes de coração, o Brasil também é referência em transplantes de diversos órgãos e tecidos. De janeiro a agosto de 2023, foram realizados 11.908 transplantes no país, abrangendo órgãos como rins, coração, pulmão, fígado e intestino, bem como tecidos como córneas, válvulas e ossos. A possibilidade de doação em vida também é uma opção, especialmente para órgãos como rins, parte do fígado e medula óssea.
Experiências de pacientes como Luiz Carlos Domenico, que recebeu um transplante de fígado em 2009 e hoje leva uma vida normal e saudável, ressaltam a importância da doação de órgãos. Domenico enfatiza a necessidade de diálogo entre familiares sobre o assunto e destaca a relevância de seguir os cuidados pós-transplante para garantir a saúde do órgão enxertado.
Tornar-se um doador é uma decisão que pode salvar vidas, e qualquer pessoa pode manifestar o desejo de ser um doador aos familiares. A conscientização sobre a doação de órgãos é fundamental para reduzir as filas de espera e proporcionar novas oportunidades de vida para pacientes que aguardam por um transplante.
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