Sócio da 123Milhas diz que passagens precisaram ser suspensas porque preços não seguiram previsões

O sócio da 123milhas, Ramiro Madureira, prestou depoimento nesta quarta-feira (06/09/2023) perante a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras para esclarecer a suspensão da emissão de passagens aéreas da linha promocional da empresa. Madureira afirmou que a decisão foi motivada pelo comportamento inesperado dos preços das passagens e uma menor demanda do que o previsto.

Segundo o empresário, a 123milhas acreditava que, com o tempo, o custo das passagens da linha promocional diminuiria à medida que a empresa ganhasse eficiência em sua operação tecnológica e à medida que o mercado de aviação se recuperasse dos impactos da pandemia. No entanto, a realidade foi oposta às previsões, com o mercado se comportando constantemente como se estivesse em alta temporada, o que afetou não apenas a linha promocional, mas toda a operação da empresa.

Madureira destacou que a empresa confia em sua continuidade, uma vez que agora está em recuperação judicial, e ressaltou a importância de manter a 123milhas em funcionamento para poder reembolsar os 150 mil clientes que planejavam viajar em 2023, além daqueles que compraram passagens para 2024, embora o número exato seja desconhecido.

O empresário informou que na próxima semana haverá uma reunião com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) do Ministério da Justiça para negociar um acordo de compensação para os clientes. Ele enfatizou a prioridade de atender às necessidades dos clientes que precisam viajar por razões de saúde.

Ramiro Madureira também abordou a dependência de novas receitas não apenas relacionadas à linha promocional, mas também a outros produtos da empresa. Ele reconheceu que ocorrerão mais demissões no grupo, que atualmente possui cerca de 1.300 funcionários, com aproximadamente 400 demissões durante a crise recente.

Além disso, o empresário explicou que a empresa era apenas intermediária na compra e venda de milhas, negando que a 123milhas lucrou com isso. A sessão da CPI também mencionou e-mails em que a empresa Hotmilhas, associada ao grupo, solicitava a clientes que não revelassem à companhia aérea que haviam vendido suas milhas para terceiros. A dona da Hotmilhas, Tânia Madureira, não comentou o tema por orientação do advogado, mas afirmou que as companhias aéreas não permitem a venda de milhas e que a Justiça deu ganho de causa à Hotmilhas em processos relacionados.

*Com informações da Agência Câmara de Notícias.


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