O Prêmio Nobel de Física deste ano foi concedido a três notáveis cientistas pelo avanço revolucionário em pulsos de laser muito curtos. O francês Pierre Agostini, a franco-sueca Anne L’Huillier e o austro-húngaro Ferenc Krausz foram laureados com a honraria por suas contribuições fundamentais que proporcionaram à humanidade novas ferramentas para explorar o comportamento dos elétrons em átomos e moléculas.
Esses cientistas trabalharam com pulsos de luz de duração extraordinariamente breve, medidos em atossegundos, uma fração ínfima de tempo. Esses pulsos têm aplicações potenciais significativas em campos que variam da eletrônica à medicina, permitindo medições precisas de processos rápidos que envolvem os elétrons em moléculas e átomos. Isso tem implicações para o diagnóstico médico e a identificação de moléculas, entre outras aplicações.
Além de serem reconhecidos por sua notável pesquisa, os três cientistas compartilharão o prêmio em dinheiro, totalizando 11 milhões de coroas suecas, ou cerca de R$ 5 milhões.
Um marco notável neste prêmio é que Anne L’Huillier se tornou a quinta mulher a receber o Prêmio Nobel de Física, destacando sua notável contribuição para a ciência e a tecnologia de semicondutores. Ela ressaltou a importância de seu prêmio como uma mulher na ciência e demonstrou conscientização sobre a necessidade de mais mulheres laureadas nesse campo. Desde 1901, apenas outras quatro mulheres receberam o Prêmio Nobel de Física, incluindo Marie Curie em 1903, Maria Goeppert Mayer em 1963, Donna Strickland em 2018 e Andrea Ghez em 2020.
Segunda-feira (2), Katalin Kariko e Drew Weissman receberam o Prêmio Nobel de Medicina por seu trabalho com RNA mensageiro, que foi fundamental para o desenvolvimento da vacina contra a Covid-19, demonstrando mais uma vez o impacto da ciência na resolução de desafios globais.
*Com informações da RFI.








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