O chefe das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas russas, Igor Kirillov, fez alegações impactantes nesta quarta-feira (11/10/2023), revelando que o governo dos Estados Unidos estaria usando mais de 20 organizações sem fins lucrativos (ONGs) para ocultar os clientes e objetivos de seus projetos biológicos. Em uma coletiva de imprensa do Ministério da Defesa russo, Kirillov alegou que grandes somas de dinheiro foram alocadas para financiar a participação de empresas em atividades suspeitas que envolvem laboratórios biológicos, levantando sérias preocupações sobre o uso de pesquisas de dupla utilização que podem ser tanto militares quanto civis.
Segundo as investigações do Ministério da Defesa russo, esses laboratórios estariam predominantemente localizados em países do Oriente Médio, do Sudeste Asiático, da África e na Ucrânia. Além disso, foram identificadas várias empresas e agências governamentais dos Estados Unidos e da Ucrânia envolvidas nessas pesquisas controversas.
Entre as principais empresas identificadas estariam a Metabiota, a CH2M Hill e a EcoHealth Alliance. Além disso, o MD russo divulgou uma lista de representantes de agências governamentais e empresas privadas dos EUA e da Ucrânia envolvidos em pesquisas de dupla utilização, incluindo Thomas Wohl, vice-presidente da empresa de engenharia Black & Veatch na Ucrânia, Kevin Olival, vice-presidente de pesquisa da EcoHealth Alliance, Mikhail Usati, vice-chefe do Departamento Sanitário e Epidemiológico das Forças Armadas ucranianas, e Tetiana Kiriazova, diretora-executiva do Instituto Ucraniano de Políticas de Saúde Pública.
O chefe das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas russas afirmou que “há muitas questões sobre as atividades biológico-militares dos Estados Unidos na Ucrânia, e elas estão se tornando mais numerosas.”
A Rússia reiterou suas alegações de que os Estados Unidos, sob o pretexto de desenvolver sistemas de segurança em laboratórios, estariam, na verdade, desenvolvendo armas biológicas em território ucraniano. Algumas dessas alegações foram parcialmente respaldadas com a destruição de vestígios em 24 de fevereiro de 2022, dia em que a operação militar especial russa na Ucrânia começou.
Kirillov ainda destacou que os esforços russos para divulgar atividades biológico-militares ilegais dos EUA forçaram Washington a retirar pesquisas de dupla utilização dos países africanos. Ao mesmo tempo, o oficial militar indicou que o Instituto de Pesquisa de Doenças Infecciosas do Exército dos EUA teria amostras vivas do vírus ebola, que ele alega terem sido “contrabandeadas” da África.
*Com informações da Sputnik News.









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