Postos de Saúde de Feira de Santana suspendem serviços devido a atraso salarial, denuncia vereadores

Vários postos de saúde sob responsabilidade da Prefeitura de Feira de Santana enfrentam sérios problemas em seus serviços de atendimento, devido a atrasos salariais que afetam profissionais da área, como enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos e outros colaboradores. A situação foi destacada por vereadores da cidade em uma sessão na Câmara Municipal. A vereadora Lu de Ronny (MDB) denunciou que o PSF (Saúde da Família) do bairro Jussara é uma das unidades com serviços suspensos, pois diversos profissionais estão com dois meses de salários atrasados e não receberam o novo piso salarial. Além disso, vales-transporte e refeição não estão sendo repassados. Diante desse cenário, enfermeiros estão planejando uma mobilização nos próximos dias.

A situação crítica da saúde pública em Feira de Santana não se limita apenas ao bairro Jussara. O vereador Luiz da Feira (Avante) relatou a falta de médicos e insumos essenciais no PSF de Bonfim de Feira, enquanto o vereador Jurandy Carvalho (PL) mencionou problemas de abastecimento de materiais nas unidades de Pedra do Descanso e Novo Horizonte. Segundo Carvalho, a situação é alarmante, especialmente considerando que a saúde possui recursos financeiros.

O vereador Jhonatas Monteiro (PSOL) destacou a necessidade de revisar o modelo de contratação de pessoal na área de saúde em Feira de Santana, substituindo terceirizadas e cooperativas por servidores efetivos. Isso, segundo ele, garantiria os direitos trabalhistas dos profissionais. Enquanto isso, o vereador Lulinha, integrante da base governista, afirmou que o prefeito Colbert e a secretária Municipal de Saúde garantiram que o pagamento dos salários foi repassado às empresas responsáveis. A suspeita é que essas empresas estejam utilizando o dinheiro para cobrir outras despesas, em vez de pagá-los a seus funcionários.

Em resposta à situação crítica, o vereador Professor Ivamberg (PT) propôs que a Câmara elabore um requerimento para solicitar comprovantes dos pagamentos feitos pela Prefeitura às empresas terceirizadas, que alegam não ter recebido os valores devidos. Essa medida visaria esclarecer a situação e identificar possíveis responsáveis pelo problema. Ivamberg ainda questionou a aplicação do orçamento de R$ 600 milhões destinado à saúde pelo Município, questionando onde esses recursos estão sendo utilizados. A situação da saúde pública na cidade é um tema que exige uma solução imediata, a fim de garantir que a população tenha acesso a serviços de qualidade.


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