A nova fase do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas no Oriente Médio tem gerado divisões na Europa, com governos expressando solidariedade a Israel, enquanto crescem manifestações em apoio ao povo palestino. A situação gera tensões nas ruas, medidas de segurança reforçadas e preocupações com o aumento do antissemitismo na região.
Após o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro e a retaliação por parte de Israel, todos os governos europeus condenaram o Hamas e demonstraram apoio a Israel. No entanto, a Dinamarca e a Suécia suspenderam temporariamente a ajuda financeira aos palestinos para uma revisão de seus programas, enquanto a União Europeia e outros países continuaram a fornecer ajuda por meio de organismos internacionais.
No entanto, nas ruas europeias, a situação é diferente. Manifestações em apoio aos palestinos se multiplicaram em todo o continente, e muitas delas expressaram apoio à ação do Hamas. Essas manifestações enfrentaram proibições e resultaram em confrontos com a polícia e prisões de manifestantes.
As medidas de segurança foram intensificadas em toda a Europa, após um atentado na França e uma ameaça de bomba que levou ao fechamento do Museu do Louvre, em Paris. Há crescentes preocupações sobre o aumento de manifestações antissemitas na região.
Na mídia, a reação inicial foi repúdio à violência provocada pelo Hamas em Israel. No entanto, cresceram manifestações de pesar e temor pela situação dos palestinos na Faixa de Gaza, que enfrentam bombardeios aéreos intensos, afetando instalações civis, hospitais e infraestrutura básica. O temor aumenta diante da expectativa de uma possível intervenção terrestre de Israel, o que agravaria ainda mais as condições de vida em Gaza.
Com a Faixa de Gaza abrigando 2,3 milhões de palestinos em um território extremamente limitado, o cenário se torna ainda mais complexo. A Europa enfrenta desafios na busca por soluções nesse conflito.
*Com informações da RFI.









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