No meio de uma crise econômica que já dura décadas e foi agravada pela pandemia da COVID-19, os argentinos estão participando das eleições presidenciais neste domingo (22/10/2023), no primeiro turno. A grande surpresa do pleito é a presença do candidato da extrema direita, Javier Milei, que nas pesquisas aparece em uma posição competitiva próxima ao atual ministro da Economia, Sergio Massa.
Os últimos anos na Argentina foram marcados por uma dívida externa que atingiu US$ 276,69 bilhões (equivalente a R$ 1,4 trilhão) em 2022, juntamente com uma das maiores taxas de inflação anual do mundo, atualmente em torno de 140%.
Quem são os principais candidatos
Enquanto Milei se apresenta como um salvador da pátria, prometendo dolarizar ainda mais a economia, fechar o Banco Central do país e reduzir os gastos do governo, Sergio Massa, apoiado pelo presidente Alberto Fernández, mantém a linha de políticas atuais, e Patricia Bullrich, uma conservadora representante do partido de Maurício Macri, propõe uma dura austeridade.
Atualmente, cerca de 40% da população argentina vive em situação de pobreza, e os partidos tradicionais enfrentam a desconfiança dos eleitores.
“Há tanta incerteza e medo, vindo desses candidatos, que não há ninguém que me represente. Não há ninguém que possa mudar o que precisamos aqui na Argentina”, disse Maria Olguin, uma designer gráfica de 40 anos que preferiu não revelar seu voto. Raul Narvaez, 64 anos, expressou a frustração generalizada, dizendo: “Vou escolher o menos pior”.
Para evitar um segundo turno em 19 de novembro, um candidato precisa obter 45% dos votos no domingo ou 40% com uma diferença de 10 pontos ou mais sobre o rival mais próximo. As pesquisas mais recentes indicam que o pleito provavelmente não será decidido neste primeiro turno.
Javier Milei, um economista libertário, surpreendeu os analistas políticos quando liderou a corrida eleitoral, vencendo as primárias de agosto com 30% dos votos. Seu fenômeno segue a tendência regional de apoio a candidatos antipolíticos, comparável a figuras como o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, e o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Entre suas principais promessas está a redução de 15% nos gastos públicos.
O candidato da extrema direita é contra o aborto e a educação sexual, e não acredita que os seres humanos sejam responsáveis pelas alterações climáticas.
Sergio Massa, o ministro da Economia, representa a coalizão peronista de centro-esquerda, focando na intervenção estatal e em programas de bem-estar social. Para atrair eleitores, Massa reduziu o imposto de renda para a maioria da população, uma medida que deve agravar a já delicada situação financeira do país.
Patricia Bullrich, que promete uma mudança radical, deseja cortar drasticamente os gastos públicos. Ela atuou no governo do ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019).
Das pesquisas eleitorais, apenas três candidatos se destacam como competitivos: Massa, Milei e Bullrich.
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