Neste sábado (21/10/2023), a General Motors (GM) surpreendeu ao anunciar a demissão de funcionários de suas fábricas localizadas em três cidades paulistas: São Caetano do Sul, São José dos Campos e Mogi das Cruzes. Até o momento, a empresa não revelou o número exato de funcionários afetados por essa decisão.
A montadora justificou as demissões citando “a queda nas vendas e nas exportações” como os principais fatores que a levaram a “ajustar seu quadro de funcionários”. A GM afirmou ter tentado várias medidas alternativas, como o lay-off (suspensão temporária do contrato de trabalho), férias coletivas, dias de folga e propostas de desligamento voluntário.
Em comunicado oficial, a GM reconheceu o impacto que essa medida pode causar na vida das pessoas e enfatizou a necessidade dessa adequação para garantir a sustentabilidade da empresa no futuro.
O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos se manifestou surpreso e indignado com a forma como a GM comunicou as demissões, afirmando que a empresa enviou telegramas aos trabalhadores, incluindo aqueles em lay-off. O sindicato destacou que não foi informado sobre a quantidade de demissões.
O sindicato de São José dos Campos convocou uma assembleia para discutir a questão, na qual pretende exigir o cancelamento das demissões e a reintegração dos trabalhadores. Além disso, questionou a posição da GM, alegando que a empresa não enfrenta uma crise econômica. No primeiro trimestre de 2023, a GM divulgou um lucro líquido global de US$ 2,4 bilhões e um crescimento de 42% nas vendas no Brasil em comparação com o mesmo período do ano anterior.
O sindicato também planeja buscar medidas por parte do governo federal para solucionar a situação.
*Com informações da Agência Brasil.








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