O cenário político na Bahia ganhou destaque nos últimos dias com o encontro entre João Roma, presidente do Partido Liberal (PL) no estado, e o prefeito de Salvador, Bruno Reis, do União Brasil. Embora muitos tenham interpretado a reunião como um sinal de proximidade entre os partidos, João Roma enfatizou que nada está oficializado quanto ao apoio do PL à possível reeleição de Bruno Reis nas eleições municipais de 2024.
O motivo do encontro foi a entrega de um documento elaborado por Roma sobre questões de liberdade econômica e a redução da carga tributária na capital baiana. Roma explicou que, em uma reunião anterior com o prefeito, discutiu a possibilidade de apresentar propostas visando à desburocratização e à diminuição de impostos em Salvador. A iniciativa partiu do prefeito, que sugeriu a antecipação do documento, evitando que fosse tratado como uma proposta eleitoral.
Roma, no entanto, assegurou que a decisão sobre o apoio do PL a Bruno Reis será objeto de discussão interna no partido nos próximos meses. O PL pretende aumentar sua bancada na Câmara Municipal de dois para cinco vereadores, e o ex-ministro da Cidadania reiterou sua pré-candidatura à prefeitura de Salvador. Contudo, ele indicou que a união com Bruno Reis é uma possibilidade, especialmente diante do contexto político no qual o PT detém o controle do estado e da União, buscando conquistar as principais cidades baianas.
João Roma deixou claro que o único fator que poderia impedir uma aliança com Bruno Reis seria uma aproximação entre o prefeito e o PT, o que, segundo ele, não parece ser o caso. O presidente do PL destacou a orientação do presidente Bolsonaro de evitar jogar com vaidades e ressaltou a força do partido na Bahia, que sozinho possui quase 20% do tempo de rádio e TV.
Além disso, Roma descartou a possibilidade de concorrer à prefeitura de outra cidade que não Salvador, afirmando que tem sido demandado para atuar em diversos municípios baianos. Quanto à vice-prefeitura, o dirigente partidário afirmou que não é uma meta estratégica, pois o vice pode ficar à mercê da decisão do prefeito em relação às suas atribuições.
A discussão política na Bahia não se limitou ao encontro entre Roma e Bruno Reis. O líder do PL também comentou o desempenho do governador Jerônimo Rodrigues, destacando a busca por uma imagem simpática e a ausência de um plano estratégico em áreas como infraestrutura e atração de investimentos. Roma apontou a segurança pública como um problema grave, atribuindo-o à suposta leniência do PT, que teria permitido o avanço do crime organizado no estado.











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