Feira de Santana carece de ambulatório pós-tratamento para pacientes com câncer de mama, diz médica em sessão na Câmara Municipal

Após vencer a árdua batalha contra o câncer de mama, as pacientes em Feira de Santana, na Bahia, enfrentam uma nova luta: a falta de um ambulatório dedicado ao pós-tratamento. A alarmante ausência desse serviço foi enfatizada pela médica ginecologista e obstetra Fabiane de Araújo durante uma sessão solene realizada pela Câmara Municipal, em homenagem ao Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, promovida pelo vereador Pastor Valdemir.

Como membro da equipe multidisciplinar do Centro Municipal de Prevenção ao Câncer (CMPC) e sobrevivente da doença, Fabiane de Araújo ressaltou a importância do monitoramento contínuo após o tratamento. A ginecologista explicou que as pacientes, em sua maioria mulheres, precisam de consultas e exames regulares para detectar qualquer possível recorrência do câncer de mama, além de lidar com as consequências físicas e emocionais da doença.

“É fundamental entender que muitas dessas mulheres enfrentam complicações como osteoporose, menopausa precoce e problemas na vida sexual, mas as opções de tratamento para esses efeitos colaterais não estão disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, declarou a médica.

Sandra Vieira, também sobrevivente do câncer de mama, compartilhou sua história de superação, destacando a importância de um diagnóstico precoce e da prevenção. Ela enfatizou que o Outubro Rosa, embora intensamente celebrado durante o mês de outubro, deve ser uma conscientização contínua, alertando para a necessidade de exames de rotina.

O vereador Pastor Valdemir enfatizou a responsabilidade do Poder Público em fornecer informações sobre os serviços disponíveis e manter o debate sobre o câncer de mama. Ele reforçou o propósito do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, que é sensibilizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, bem como inspirar aqueles que lutam contra a doença.

Durante a sessão solene, estiveram presentes o enfermeiro Danilo Queiroz, além das enfermeiras Damares Silva Rocha e Maria Carolina Oliveira, que também desempenham papéis vitais na assistência aos pacientes com câncer de mama no município de Feira de Santana. No entanto, a falta de um ambulatório pós-tratamento permanece como um desafio significativo a ser enfrentado para garantir uma melhor qualidade de vida às sobreviventes do câncer de mama na região.


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