Agentes de endemias de Feira de Santana participaram de um treinamento crucial entre os dias 22 e 24 de novembro de 2023, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Divisão de Vigilância Epidemiológica da Bahia (Divep). O encontro, que contou com a presença de supervisores de campo do Centro Municipal de Endemias, teve como objetivo preparar a cidade para o período de alta transmissão de arboviroses, notadamente as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti, como dengue, zika e chikungunya.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Carlita Correia, ressaltou a importância do treinamento, que incluiu discussões sobre a implementação de novas estratégias de trabalho de campo.
“A partir dessa troca de experiência sobre a organização dos serviços, já iremos iniciar os trabalhos de contingência municipal, considerando os dados que temos e a incorporação das novas tecnologias para o controle vetorial”, destacou.
A temporada de verão, marcada por chuvas rápidas e altas temperaturas, é historicamente associada ao aumento de casos de dengue. Síntia Sacramento, coordenadora do Centro Municipal de Endemias, enfatizou a especificidade do trabalho que será realizado nos bairros mais afetados.
“Vamos começar o trabalho nos bairros com maior número de casos. De acordo com o cálculo realizado pela Divep, neste início, receberemos cerca de 990 armadilhas que serão distribuídas em pontos estratégicos. Será um trabalho bem específico e voltado para alcançar as áreas consideradas zonas quentes, onde há maior concentração de focos”, explicou.
De janeiro até novembro, Feira de Santana registrou 2.711 casos de dengue, com 293 apresentando sinais de alarme, 12 graves e quatro óbitos. Tomba (383), Mangabeira (370) e Conjunto Feira X (315) lideram os bairros com maior número de pessoas infectadas.








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