Quase 130 mil filhos de imigrantes encontram no Brasil um novo lar

Dados apresentados pelo Observatório das Migrações Internacionais revelam mudanças no perfil dos imigrantes no Brasil nos últimos 10 anos.
Dados apresentados pelo Observatório das Migrações Internacionais revelam mudanças no perfil dos imigrantes no Brasil nos últimos 10 anos.

O Brasil, ao longo dos últimos nove anos, testemunhou o nascimento de quase 130 mil crianças, fruto das migrações internacionais que moldaram o perfil demográfico do país. As estatísticas, divulgadas em um seminário promovido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, indicam transformações significativas nos padrões migratórios e na composição da população.

Inicialmente, as nações do Cone Sul, como Bolívia e Paraguai, lideraram os registros de nascimentos de filhos de mães imigrantes em 2013. Contudo, ao longo da última década, a dinâmica mudou, refletindo as crises migratórias, com a Venezuela e o Haiti emergindo como novos protagonistas no cenário demográfico brasileiro.

A análise do período revela não apenas uma mudança geográfica nas origens dos imigrantes, mas também uma diversificação em suas nacionalidades. Em 2013, bolivianas e paraguaias eram predominantes, enquanto em 2022, haitianas, venezuelanas e hondurenhas tornaram-se proeminentes.

O relatório destaca uma transição notável no perfil dos imigrantes que escolheram o Brasil como seu novo lar, migrando de países do Norte para o Sul Global. Em 2022, a Polícia Federal registrou um aumento significativo nas solicitações de residência, chegando a 1,2 milhão, um aumento de dez vezes em relação ao início do período analisado. Venezuelanos, haitianos, argentinos e colombianos lideram as nacionalidades que buscam residência no país.

O estudo também abordou o aspecto social das migrações, revelando que 66,3 mil casamentos envolveram pelo menos um cônjuge imigrante durante o período analisado. Casamentos entre homens imigrantes e mulheres brasileiras representaram a maioria, seguidos pelos casos em que as mulheres eram as imigrantes.

No âmbito econômico, o relatório destacou um aumento significativo na participação de imigrantes no mercado de trabalho formal, passando de cerca de 90 mil em 2013 para 200 mil em 2022. Setores como agronegócios, construção civil e alimentação lideram as áreas de inserção desses trabalhadores.

Além disso, a análise das solicitações de refúgio revelou um aumento expressivo, principalmente impulsionado pela crise humanitária na Venezuela. Venezuelanos, cubanos e angolanos foram os principais solicitantes, marcando uma transição notável no perfil dos refugiados.

*Com informações da Agência Brasil.


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