A Meta, empresa por trás do Instagram e Facebook (proibidos na Rússia) enfrenta acusações de “silenciar” os defensores palestinos nas redes sociais durante o conflito Israel-Hamas, conforme relatório da Human Rights Watch divulgado nesta quinta-feira (21/12/2023). O estudo analisou 1.050 casos de censura online em mais de 60 países, destacando padrões recorrentes de remoção de conteúdo, suspensão de contas, restrições ao uso de recursos e “shadow banning”.
Deborah Brown, diretora associada interina de tecnologia e direitos humanos da Human Rights Watch, criticou a postura da Meta, alegando que a censura promove o “apagamento do sofrimento dos palestinos” em um momento crítico de confronto na região. O relatório revela que em mais de 300 casos, os usuários não conseguiram apelar da remoção de conteúdo devido a falhas no sistema.
O comunicado da organização destaca que a censura intensificada durante o conflito não apenas prejudica a liberdade de expressão, mas também contribui para a desinformação e a limitação do testemunho online sobre os eventos em curso na Palestina.
Em outubro, a Comissão Europeia anunciou que estava examinando medidas tomadas pela Meta e TikTok para combater desinformação e conteúdo nocivo, especialmente após relatos de crescentes apelos à violência durante o conflito israelo-palestino. A situação levanta preocupações sobre a liberdade de expressão e o papel das grandes plataformas tecnológicas em situações de conflito.
*Com informações da Sputnik News.










Deixe um comentário