O Fórum Econômico Mundial, inaugurado nesta segunda-feira (15/01/2024), em Davos, Suíça, não traz otimismo para as previsões econômicas do ano. Além das preocupações tradicionais, o foco está nas guerras e conflitos em curso, que moldam perspectivas sombrias. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, ausente, delega a representação à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Mesmo diante de notícias positivas, como a redução da inflação e a possibilidade de queda nas taxas de juro, o clima em Davos permanece tenso.
Uma pesquisa pré-forum revela que a maioria dos participantes está pessimista não apenas para 2024, mas também para a próxima década. A desinformação na política, impulsionada por fake news e o uso indevido da inteligência artificial, lidera a lista de riscos para 2024. As eleições presidenciais nos EUA e o temor de interferências russas geram apreensão entre os líderes.
A segunda grande preocupação é a crise climática, com eventos extremos cada vez mais frequentes. Inundações, secas, incêndios e tempestades afetam empresas e são percebidos como ameaças à coesão social. O agravamento da divisão social figura como a terceira grande questão para 2024.
Geopolítica será o tema central do fórum, com 60 chefes de estado ou governo esperados. Enquanto o evento ocorre, a Oxfam destaca em seu relatório “Multinacionais e Desigualdades Globais” que, apesar do aumento de bilionários, as desigualdades entre países do sul e do norte explodiram. A ONG propõe medidas regulatórias para enfrentar o empobrecimento causado por grandes empresas e apela ao retorno do Estado protetor e regulador.
*Com informações da RFI.








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