A crise humanitária em Gaza atinge níveis alarmantes, com relatos de combates intensos na manhã desta terça-feira (23/01/2024), incluindo ataques a hospitais na cidade de Khan Younis, no sul. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reporta que o Hospital Al-Khair e o Hospital Nasser estão sendo invadidos, impedindo a entrada e saída de pacientes, conforme declarações do porta-voz Christian Lindmeier.
Em uma coletiva de imprensa em Genebra, Lindmeier destacou que apenas 14 instalações de saúde continuam operando em Gaza, onde as necessidades de saúde são enormes. O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, lamentou os relatos de “combates contínuos” perto de hospitais, enfatizando que a violência impede que pessoas recentemente feridas recebam cuidados.
A situação humanitária se agrava, conforme alerta do Programa Mundial de Alimentos (PMA), que destaca que mais de meio milhão de pessoas em Gaza enfrentam “níveis catastróficos de insegurança alimentar”. A porta-voz do PMA, Abeer Etefa, expressa preocupação com a rapidez com que a região atingiu esse ponto, classificando-a como a maior concentração de pessoas em condições similares à fome no mundo.
O cerco contínuo em Gaza é descrito como o “assassino silencioso” pela diretora de Comunicações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa), Juliette Touma. Ela destaca o aumento da população em Rafah, no sul, devido às pessoas buscando abrigo, e apela por um cessar-fogo humanitário para aliviar o sofrimento na região.
*Com informações da ONU News.








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