O Brasil é detentor da terceira maior reserva mundial de terras-raras, um grupo de elementos cruciais para avanços tecnológicos e setores industriais inovadores. Contudo, especialistas apontam para desafios técnicos e econômicos que mantêm o país dependente das importações desses minerais estratégicos.
André Luis Pimenta de Faria, coordenador do Instituto SENAI de Inovação em Processamento Mineral, destaca que as terras-raras são fundamentais para tecnologias de transição energética, motores elétricos e energia eólica, além de encontrarem aplicação em setores diversos, como o petrolífero, médico, nuclear e de defesa, conferindo-lhes um status estratégico para as nações.
Apesar do nome “terras-raras”, esses elementos não são terras nem raros. O termo “terra” refere-se a uma designação antiga para óxido, não relacionada com esses elementos. A abundância na crosta terrestre é notável, com alguns deles mais presentes do que metais mais conhecidos, como cobalto, níquel e chumbo. Maria José Mesquita, professora da Unicamp, ressalta que a denominação “rara” pode se referir a características físico-químicas incomuns e à exploração econômica restrita.
Em escala global, países como China, Vietnã e Rússia possuem reservas consideráveis, com a China liderando em quantidade, produção e consumo. O Brasil, em terceiro lugar em reservas, enfrenta o desafio de ampliar sua exploração e produção para alinhar-se com sua posição no cenário internacional.
*Com informações da Sputnik News.








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