A situação de crise no Haiti está exacerbando a violência sexual contra mulheres e meninas, conforme alertou um recente relatório da ONU Mulheres. Com cerca de 300 mil mulheres e meninas deslocadas enfrentando condições precárias, a falta de segurança nos campos improvisados agrava ainda mais a vulnerabilidade desse grupo.
A pesquisa, realizada nos maiores abrigos de Porto Príncipe, revela que a maioria dos campos carece de iluminação adequada e fechaduras funcionais, deixando as áreas como quartos e banheiros expostas a riscos significativos. Além disso, a presença constante de gangues armadas aumenta diariamente o perigo de violência, incluindo o uso deliberado de estupro como tática para controlar o acesso das mulheres aos recursos humanitários escassos disponíveis.
A diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, descreveu a situação como uma crise de segurança sem precedentes, onde as mulheres enfrentam níveis extremos de brutalidade e insegurança. Apenas 2% das mulheres nos campos têm participação significativa na gestão desses locais, sublinhando a necessidade urgente de incluir essa população nas decisões que afetam diretamente suas vidas.
O relatório também aponta que mais de 88% das mulheres deslocadas não têm fonte de renda, levando mais de 10% delas a considerar o trabalho sexual como uma medida de sobrevivência. Para enfrentar essa crise humanitária, a ONU Mulheres está apoiando iniciativas locais e treinando policiais para melhorar a prevenção e resposta à violência sexual e de gênero.
*Com informações da ONU News.










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