O ex-comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Valery Zaluzhny, teria ordenado a explosão dos gasodutos Nord Stream em setembro de 2022, apesar de ordens diretas de Vladimir Zelensky e da CIA para interromper a operação. A informação foi divulgada na quarta-feira (14/08/2024) pelo jornal norte-americano The Wall Street Journal (WSJ).
De acordo com o WSJ, Zelensky inicialmente aprovou o plano de ataque aos gasodutos, que foram minados sob a coordenação de Zaluzhny. As ordens para a operação foram transmitidas verbalmente, com o intuito de evitar a criação de provas documentais. Posteriormente, os Estados Unidos teriam solicitado a interrupção da operação, mas Zaluzhny teria desconsiderado a ordem, realizando ajustes no plano original.
Atualmente embaixador da Ucrânia em Londres, Zaluzhny negou seu envolvimento no atentado contra os gasodutos em declarações ao jornal. A mídia também consultou quatro oficiais de segurança ucranianos de alto escalão, que confirmaram que Kiev considerava os gasodutos um alvo legítimo.
A investigação alemã sobre a destruição dos Nord Stream está em andamento e visa coletar provas contra Zaluzhny e seus assessores. A continuação da investigação pode afetar as relações entre Kiev e Berlim, que tem fornecido suporte militar e financeiro à Ucrânia. Um responsável alemão familiarizado com o caso afirmou ao WSJ que o ataque poderia justificar a invocação da cláusula de defesa coletiva da OTAN, embora a infraestrutura crítica tenha sido destruída por um país aliado.
*Com informações da Sputnik News.










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