O Museu de Arte Sacra da Universidade Federal da Bahia (UFBA), inaugurado em 10 de agosto de 1959, foi fechado ao público devido a problemas de infraestrutura. A decisão foi comunicada pela Reitoria da UFBA, que destacou os riscos relacionados às instalações elétricas e aos telhados do edifício. A medida visa prevenir uma situação semelhante ao incêndio que destruiu o Museu Nacional da UFRJ e comprometeria a segurança do acervo e do local.
O reitor Paulo Miguez enfatizou a necessidade do fechamento como uma ação preventiva. A decisão foi oficializada pelo Conselho de Ensino Superior em 30 de julho de 2024. Miguez observou que o orçamento das Instituições de Ensino Superior está em declínio, o que impossibilita a alocação de recursos para a recuperação do Museu sem apoio externo.
A estrutura do Museu, que abriga a maior coleção de arte sacra barroca da América Latina, foi avaliada pela Superintendência de Meio Ambiente e Infraestrutura (Sumai) da UFBA e pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). O levantamento técnico revelou riscos significativos, incluindo possíveis desabamentos e fissuras estruturais no telhado, além de problemas na rede elétrica e sistemas de combate a incêndios. A recuperação completa do espaço demanda um investimento de cerca de R$ 7 milhões, sendo R$ 3 milhões para o telhado e R$ 1,5 milhão para a atualização do sistema elétrico.
O apoio para a recuperação do Museu já foi garantido pelo Governo do Estado e pela Prefeitura de Salvador. A Conder iniciou o levantamento técnico das necessidades de recuperação, e a Prefeitura, através do Secretário de Cultura e Turismo, Pedro Tourinho, manifestou sua disposição para colaborar na requalificação do espaço.
Reconhecido como patrimônio nacional pelo Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (IPHAN) em 1938 e declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO em 1985, o Museu ocupa o antigo Convento de Santa Teresa D’Ávila. Fundado pelos Carmelitas Descalços em 1697, o edifício também serviu como Seminário Arquiepiscopal e alojamento militar. Após um período de abandono, o local foi transformado no Museu de Arte Sacra da Bahia em 1959, por meio de um convênio entre a UFBA e a Igreja Católica.








Deixe um comentário