Timor-Leste comemorou o 25º aniversário do referendo que levou à sua independência com uma cerimônia marcada por um reconhecimento especial ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres. Durante a celebração, o Parlamento Nacional de Timor-Leste aprovou uma resolução concedendo a cidadania timorense a Guterres, em reconhecimento ao seu papel significativo no apoio à causa de Timor-Leste.
A decisão foi anunciada pela presidente do Parlamento Nacional, Maria Fernanda Lay, a primeira mulher a presidir a casa legislativa no país. Ela destacou o impacto crucial do apoio internacional durante o referendo de 1999, quando o povo timorense votou pela independência, com 78,5% dos votos favoráveis à separação da Indonésia. O processo, no entanto, foi marcado por violência que devastou a nação, levando à intervenção de uma força multinacional aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, a Interfet, em setembro de 1999.
António Guterres, que na época era primeiro-ministro de Portugal, desempenhou um papel ativo na mobilização da comunidade internacional para impedir a violência e garantir a realização do referendo. Ele relatou que fez diversas ligações para líderes mundiais, pedindo apoio para evitar um massacre. Guterres expressou sua gratidão pela nova cidadania e comprometeu-se a contribuir para que, ao final de seu mandato, os timorenses possam se orgulhar de sua atuação.
Durante a sessão parlamentar, Guterres elogiou o papel da missão eleitoral da ONU, Unamet, que organizou o referendo sob condições adversas e enfrentou ameaças e intimidações. Ele também mencionou as várias missões da ONU subsequentes, como a Administração Transitória da ONU em Timor-Leste (Untaet), a Missão das Nações Unidas de Apoio a Timor-Leste (Unmiset), o Escritório da ONU em Timor-Leste (Unotil) e a Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (Unmit), que foram fundamentais para o desenvolvimento do país.
A cerimônia incluiu uma celebração no Estádio Municipal de Dili, com apresentações culturais e a participação de líderes e embaixadores internacionais. Guterres, emocionado, fez seu discurso em tétum, a língua local, e refletiu sobre a luta histórica do povo timorense pela liberdade. Entre os presentes estavam Maria Eudete de Barros e Antónia Martins, cujos depoimentos ilustraram a dura realidade do período do referendo e a importância do progresso alcançado.
A celebração foi concluída com um discurso do primeiro-ministro Xanana Gusmão, que destacou a resistência de 24 anos à ocupação indonésia e a realização do sonho de uma nação livre. A cerimônia encerrou-se com fogos de artifício e o corte de um bolo comemorativo pelos líderes presentes, simbolizando o marco significativo na história de Timor-Leste.
*Com informações da ONU News.
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