Ucrânia adota técnica de armas incendiárias com drones inspirada em táticas da Guerra do Vietnã

Nas últimas semanas, as Forças Armadas da Ucrânia implementaram uma nova tática no campo de batalha, utilizando drones adaptados para dispersar uma substância incendiária no solo. Esta técnica, que remonta a métodos empregados durante a Guerra do Vietnã pelos Estados Unidos e desenvolvida ainda mais durante os conflitos do século XX, visa causar incêndios e danos significativos a pessoas e equipamentos militares adversários.

De acordo com relatos de veículos de mídia ocidentais, os “drones dragão” da Ucrânia estariam utilizando uma mistura de pó de alumínio e óxido de ferro, conhecida como termita. Contudo, o analista militar russo Aleksei Leonkov sugere que os drones podem carregar “misturas de pirogel”, que seriam mais eficazes. Leonkov, editor da revista Arsenal Otechestva (Arsenal da Pátria), explica que tais misturas incendiárias foram historicamente empregadas em combates em áreas florestais para iniciar incêndios e forçar os combatentes inimigos a sair de seus esconderijos. Ele cita o uso dessa tática pelos Estados Unidos durante a Guerra do Vietnã e pela Alemanha nazista em conflitos anteriores.

Os drones, descritos como lança-chamas aéreos, funcionam ao voar baixo sobre os alvos e dispersar a mistura incendiária. Esta prática é comparável ao uso de Napalm, uma substância inflamável gelificada. Leonkov destaca que, embora a nova tática ucraniana seja similar às usadas no passado, a precisão e eficácia desses drones podem ser questionáveis. Ele também aponta que as defesas aéreas russas estão preparadas para enfrentar tais ameaças, o que pode limitar a eficácia dessa abordagem.

Leonkov também observa que o uso indiscriminado de armas incendiárias não é uma novidade, mencionando que os Estados Unidos foram pioneiros em sua aplicação em larga escala após os nazistas. Ele sugere que a adoção de táticas semelhantes pelos ucranianos não é surpreendente, dado o treinamento recebido de forças americanas.

*Com informações da Sputnik News.


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