Brasil, China, África do Sul, Argélia, Bolívia, Cazaquistão, Colômbia, Egito, Indonésia, México, Quênia, Turquia e Zâmbia anunciaram, em comunicado conjunto, a intenção de criar o Grupo Amigos da Paz, um conjunto de países do Sul Global que busca estabelecer entendimentos comuns para apoiar os esforços globais visando à paz. A proposta é liderada por Brasil e China e ocorre em paralelo ao Debate Geral da 79ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), que está sendo realizado em Nova York, nos Estados Unidos.
O anúncio foi feito durante uma reunião que contou com a presença de autoridades de alto nível, incluindo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Mauro Vieira, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Também participaram 16 chanceleres ou representantes de países do Sul Global. O encontro se tornou um espaço para discutir a atuação dos países envolvidos em questões de paz e segurança internacional.
No comunicado, os países manifestaram preocupação com o conflito na Ucrânia e os riscos de sua escalada, reiterando a importância dos princípios da Carta das Nações Unidas, que incluem o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.
“Estamos preocupados com os riscos e crises decorrentes desse conflito, que já afetou muitos países, incluindo aqueles do Sul Global. Pedimos a observação dos propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, respeitando a soberania e a integridade territorial dos Estados”, afirmaram.
Os signatários do documento enfatizaram a necessidade de soluções pacíficas para o conflito, destacando a importância da diplomacia na busca por resoluções.
“Chamamos as partes do conflito a observar princípios para uma desescalada e destacamos a importância de não expandir o campo de batalha e não intensificar os combates”, acrescentaram.
Os países também pediram a abstenção da ameaça do uso de armas nucleares e solicitaram o aumento da assistência humanitária e a proteção de civis. O comunicado ainda defendeu a mediação para a troca de prisioneiros de guerra entre as partes em conflito, ressaltando a necessidade de respeitar as normas e acordos internacionais relevantes para prevenir acidentes nucleares provocados pelo homem.
Além disso, o grupo expressou a intenção de aumentar a cooperação internacional em áreas como energia, comércio, segurança alimentar e estabilidade das cadeias de suprimentos globais.
“Concordamos em continuar o engajamento e as consultas em diferentes níveis e com todas as partes. Decidimos orientar nossos Representantes Permanentes junto às Nações Unidas a formar um grupo de ‘amigos pela paz’ com o objetivo de fomentar entendimentos comuns para apoiar os esforços globais para alcançar uma paz duradoura”, concluíram.
A criação do Grupo Amigos da Paz, composta por países em desenvolvimento, reflete um esforço em conjunto para abordar os desafios contemporâneos da segurança global, buscando promover um diálogo construtivo e soluções colaborativas para a construção da paz. A expectativa é que a iniciativa fortaleça a atuação dos países do Sul Global em fóruns internacionais, contribuindo para um mundo mais equilibrado em termos de poder e influência.
*Com informações da Agência Brasil.











Deixe um comentário