Produção industrial da Bahia registra crescimento em agosto de 2024, impulsionada por refino de petróleo, diz IBGE

A produção industrial da Bahia registrou crescimento em agosto de 2024, tanto em comparação com o mês anterior (julho), quanto em relação ao mesmo mês de 2023. Frente a julho de 2024, o aumento foi de 0,8%, superando o resultado nacional, que apresentou uma variação positiva de 0,1%. O estado obteve o terceiro melhor índice de crescimento entre os 15 locais analisados, empatado com Mato Grosso e atrás apenas de Ceará e Minas Gerais. A Bahia registrou seu primeiro resultado positivo após dois meses consecutivos de quedas. Em contrapartida, 10 dos 15 locais tiveram resultados negativos, com as maiores retrações verificadas no Pará, Paraná e Rio Grande do Sul.

Na comparação com agosto de 2023, a produção industrial baiana apresentou um crescimento de 5,6%, sendo o quarto aumento consecutivo nesse tipo de comparação. O desempenho foi superior à média nacional, que registrou crescimento de 2,2%, e colocou a Bahia em quinto lugar entre os 18 locais pesquisados pelo IBGE. Das 18 regiões analisadas, 12 apresentaram crescimento em relação a agosto de 2023, com destaque para os estados do Ceará, Pará e Mato Grosso do Sul. Entre os seis estados que registraram retrações, os maiores recuos foram no Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.

No acumulado de janeiro a agosto de 2024, a produção industrial da Bahia aumentou 2,5% em relação ao mesmo período de 2023. Esse desempenho é inferior ao crescimento médio nacional de 3,0% e coloca o estado em 14º lugar entre os 18 locais pesquisados. Nos últimos 12 meses encerrados em agosto, a produção industrial baiana também registrou crescimento de 2,5%, em linha com o índice nacional de 2,4%, ocupando a 12ª posição no ranking dos estados.

O crescimento da produção industrial baiana em agosto foi impulsionado pelo refino de petróleo, que registrou aumento de 12,3% e foi a atividade com maior contribuição para o resultado positivo do estado. Esse setor, que representa quase um terço do valor industrial gerado na Bahia, voltou a crescer após uma queda em julho. No acumulado de 2024, o refino de petróleo registrou um crescimento de 4,5%. Além do refino de petróleo, a fabricação de produtos químicos, que teve um aumento de 21,5%, e a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com crescimento de 41,4%, também influenciaram positivamente o resultado da indústria baiana.

Por outro lado, a indústria extrativa registrou uma queda de 13%, a quarta retração consecutiva do setor no estado. Entre as atividades da indústria de transformação que apresentaram queda, a fabricação de produtos alimentícios e a fabricação de artefatos de couro foram os segmentos com maior retração, ambos com recuo de 8,3%. A fabricação de celulose, papel e produtos de papel também contribuiu negativamente para o resultado geral, com uma queda de 5,9%, sendo o segundo maior impacto negativo no desempenho industrial da Bahia em agosto.


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