O Prêmio Nobel de Economia de 2024 foi concedido ao economista turco-americano Daron Acemoglu e aos britânico-americanos Simon Johnson e James A. Robinson por suas pesquisas que buscam compreender as desigualdades e diferenças de riqueza entre os países. Os três pesquisadores, que vivem nos Estados Unidos, foram escolhidos pela contribuição para o entendimento do papel das instituições na prosperidade, conforme declarou o júri do Nobel em comunicado oficial. Segundo Jakob Svensson, presidente do comitê do prêmio, reduzir as grandes disparidades de renda entre os países é um dos desafios centrais do nosso tempo, e os estudos dos vencedores demonstram a importância das instituições para alcançar esse objetivo.
Os laureados analisaram como diferentes sistemas políticos e econômicos, introduzidos historicamente por colonizadores europeus, influenciaram a prosperidade das nações. A pesquisa destacou a relação entre a natureza das instituições políticas e o desenvolvimento econômico, sugerindo que sociedades com deficiências no Estado de direito e instituições que exploram a população tendem a enfrentar dificuldades para promover crescimento e mudanças sustentáveis. Durante entrevista em Estocolmo, Acemoglu ressaltou que regimes autoritários encontram mais obstáculos para obter resultados duradouros em termos de inovação.
Daron Acemoglu, de 57 anos, possui um extenso trabalho em economia política, crescimento e no papel das instituições no desenvolvimento. Com doutorado pela London School of Economics, ingressou em 1993 no Massachusetts Institute of Technology (MIT), onde também leciona Simon Johnson, de 61 anos. James A. Robinson, de 64 anos, é professor na Universidade de Chicago. Em conjunto com Acemoglu, coautorou em 2012 o livro “Prosperity, power and poverty: why some countries are more successful than others” (Prosperidade, poder e pobreza: por que alguns países são mais bem-sucedidos do que outros), enfatizando a relevância de estruturas políticas e econômicas inclusivas para garantir crescimento a longo prazo.
Recentemente, Acemoglu dedicou-se à análise do impacto econômico da automação e da inteligência artificial, temas que também foram abordados pelos premiados em física e química deste ano. Desde sua criação em 1969 pelo Banco Central da Suécia “em memória” ao inventor Alfred Nobel, o Prêmio Nobel de Economia vem premiando contribuições que visam ao “benefício da humanidade”, de acordo com o legado do criador dos prêmios originais.
No ano anterior, a americana Claudia Goldin foi a vencedora do Nobel de Economia por seus estudos sobre a evolução do papel das mulheres no mercado de trabalho e suas implicações para a renda. Goldin é uma das poucas mulheres agraciadas nessa categoria, sendo apenas a terceira vencedora desde a criação do prêmio. Em 2024, a única mulher premiada foi a autora sul-coreana Han Kan, no campo da literatura.
Os vencedores do Prêmio Nobel de 2024 em outras categorias foram reconhecidos por suas contribuições em áreas como física, química, medicina e paz. Os prêmios de física e química destacaram estudos sobre inteligência artificial e o esforço japonês para a promoção da paz. A premiação de medicina foi concedida a pesquisadores dos Estados Unidos pelo trabalho em regulação genética.
Os laureados do Nobel de Economia deste ano dividirão a recompensa de 11 milhões de coroas suecas, equivalentes a cerca de €920.000 ou R$5,6 milhões, conforme estabelecido pelo comitê. O valor é geralmente compartilhado entre os pesquisadores premiados, reafirmando o caráter coletivo da pesquisa científica.
*Com informações da RFI.
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