Na manhã desta segunda-feira (14/10/2024), o quinto voo de repatriação de brasileiros e familiares oriundos do Líbano aterrissou na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos, às 6h06, horário de Brasília. O avião KC-30, da Força Aérea Brasileira (FAB), transportava 220 passageiros, entre eles dez crianças de colo, além de dois animais de estimação. Com essa chegada, a Operação Raízes do Cedro, conduzida pelo Governo Federal, alcança um total de 1.105 pessoas e 14 pets resgatados desde o início das operações, em 2 de outubro.
O acolhimento dos passageiros foi conduzido por equipes do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), da Polícia Federal e da Receita Federal. Essas ações envolvem assistência imediata para as necessidades dos repatriados, além de uma triagem para identificar casos que demandem abrigo temporário, assistência psicológica ou integração em programas sociais do governo. A Agência da ONU para as Migrações (OIM) também participa, auxiliando na avaliação das redes de proteção disponíveis para os recém-chegados.
Nos voos anteriores, a operação resgatou grupos em diferentes datas. A primeira chegada ocorreu no dia 6 de outubro, com 229 passageiros e três animais. Em 8 de outubro, o segundo voo trouxe 227 pessoas e quatro pets. A terceira fase, em 10 de outubro, trouxe 218 passageiros e cinco animais, e, em 12 de outubro, o quarto grupo desembarcou com 211 pessoas. A composição das listas de repatriação segue critérios prioritários, incluindo mulheres, crianças, idosos e brasileiros não residentes no Líbano, e resulta de uma articulação entre o Ministério das Relações Exteriores e a FAB.
Além do resgate de cidadãos, a operação inclui a entrega de suprimentos ao Líbano. Durante os voos de ida, a aeronave transportou mais de 43 toneladas de donativos, abrangendo insumos médicos, alimentos e outros itens essenciais. O transporte de animais de estimação também segue normas especiais, com regras flexibilizadas para facilitar o ingresso de cães e gatos no Brasil, conforme determinações do Ministério da Agricultura.
A repatriação é viabilizada por um crédito extraordinário de R$ 80 milhões, aprovado em 11 de outubro, destinado ao Ministério da Defesa para cobrir custos logísticos. A operação é conduzida em meio ao conflito no Oriente Médio, agravado pela escalada de tensões entre Israel e o grupo Hezbollah. A logística envolve o trabalho conjunto da FAB, do Itamaraty e das embaixadas brasileiras na região.
Os repatriados são assistidos por equipes de saúde compostas por médicos, enfermeiros e psicólogos, que prestam cuidados físicos e mentais. As principais ocorrências incluem acolhimento, leve desidratação e crises hipertensivas. A operação segue orientações para que os cidadãos brasileiros ainda no Líbano sigam as recomendações locais e, se possível, deixem o país por conta própria.
As ações de repatriação são semelhantes às realizadas entre outubro de 2023 e janeiro de 2024, durante a Operação Voltando em Paz, que trouxe mais de 1.500 brasileiros e 50 animais domésticos das zonas de conflito na Faixa de Gaza, Cisjordânia e Israel. O objetivo permanece o de resgatar e garantir a segurança dos cidadãos brasileiros em regiões de risco.
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