Nesta quarta-feira (16/10/2024), ataques aéreos israelenses atingiram a cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, resultando na morte de cinco pessoas, conforme informado pelo Ministério da Saúde libanês. O número de vítimas pode aumentar à medida que os escombros são removidos. As autoridades confirmaram que o prédio da administração municipal da cidade foi um dos alvos, com o prefeito de Nabatieh entre os mortos.
A coordenadora especial da ONU para o Líbano, Jeanine Hennis-Plasschaert, declarou que este ataque se insere em um padrão de alvos civis e de infraestrutura civil atacados em diversas partes do Líbano. Ela destacou que o assassinato de um socorrista humanitário, ocorrido na mesma semana, exemplifica este padrão de violência. Hennis-Plasschaert enfatizou que as violações do direito internacional humanitário são inaceitáveis e reafirmou que civis e infraestrutura civil devem ser protegidos.
Ela observou que, com o aumento da intensidade dos combates, o sofrimento civil alcançou níveis significativos, e afirmou que soluções militares não trarão segurança para nenhum dos lados envolvidos no conflito. A coordenadora especial pediu um cessar-fogo imediato e a abertura de um canal para soluções diplomáticas que possam atender às necessidades da população e promover a estabilidade na região.
Em um discurso na sede do governo libanês, o coordenador residente e humanitário da ONU para o Líbano, Imran Riza, enfatizou que a violência se intensificou nas últimas semanas, resultando em numerosas vítimas civis, deslocamentos em massa e destruição de infraestrutura em todo o país. Riza destacou que os profissionais de saúde e as equipes de defesa civil têm sido alvos de ataques, comprometendo ainda mais os serviços essenciais, que estão à beira do colapso.
Ele apontou a necessidade urgente de ampliar os serviços de abastecimento de alimentos, água e energia para a população abrigada em escolas públicas e outros locais. Desde o lançamento do Plano de Resposta para o Líbano em janeiro, a situação humanitária se deteriorou, levando a ONU e as autoridades locais a convocar um apelo humanitário em resposta às crescentes necessidades da população.
Com o agravamento dos combates, muitos civis estão fugindo para a Síria em busca de segurança. A Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR) está presente em cinco passagens de fronteira, fornecendo assistência básica, incluindo água, alimentos, cobertores e colchões. Na passagem de fronteira Masnaa/Jdaidet Yabous, pessoas foram forçadas a atravessar a pé após um ataque na estrada.
O ACNUR e seus parceiros estão oferecendo assistência médica e jurídica, incluindo serviços de saúde primários e transporte para famílias vulneráveis que atravessam as fronteiras. Muitas dessas famílias sírias estão retornando a locais de onde fugiram anteriormente, enfrentando incertezas e recursos escassos, em um contexto de crise humanitária contínua, onde milhões de pessoas no país permanecem deslocadas e 90% da população necessita de assistência humanitária.
*Com informações da ONU News.










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