Dival da Silva Pitombo, nascido em 1916 e falecido em 1989, é uma figura marcante na história cultural e educacional de Feira de Santana. Formado em Odontologia em 1930, Dival logo percebeu que seu verdadeiro chamado estava nas Letras e na Cultura. Essa escolha refletiu sua busca por um caminho mais amplo e atraente, que se mostrava mais compatível com sua personalidade.
Em 1940, Dival iniciou sua carreira docente no Colégio Santanópolis, uma instituição de ensino particular, onde se destacou como professor de História. Posteriormente, assumiu a direção do Instituto de Educação Gastão Guimarães (IEGG), que, na época, era a principal escola de formação de professores do estado da Bahia, atraindo jovens de diversas localidades em busca do diploma de Magistério. Seu trabalho na educação foi reconhecido e respeitado, e sua contribuição ao desenvolvimento de educadores da região foi significativa. Além disso, Dival ocupou a Diretoria de Vida Universitária da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), onde continuou a influenciar a formação acadêmica.
Filho de Joaquim Inácio Pitombo e Julieta da Silva Pitombo, Dival foi diretor do Museu Regional de Feira de Santana, cargo que assumiu na inauguração do órgão cultural em 1967. Sob sua liderança, o museu se tornou um espaço importante para a preservação da história e da cultura da região, função que exerceu até 1989, ano de seu falecimento. Dival também foi membro e presidente da Academia de Letras de Feira de Santana, integrante do Conselho Estadual de Cultura, do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, e da Associação Baiana de Imprensa.
Reconhecido como incentivador das atividades artístico-culturais, Dival tornou-se uma referência para jovens artistas, oferecendo orientação e apoio que contribuíram para o desenvolvimento de suas carreiras. Ele ocupou a cadeira 15 da Academia Feirense de Letras, da qual foi presidente, e publicou a obra “Litania para o tempo e esperança”, que evidencia seu envolvimento com a literatura. Seu trabalho na promoção de exposições de arte no Museu Regional de Feira de Santana, na rua Geminiano Costa, foi vital para o fortalecimento da cena artística local, espaço que hoje abriga o Museu de Arte Contemporânea Raimundo Oliveira (MAC).
Como poeta, Dival produziu várias obras que revelam sua sensibilidade para o belo e para a natureza. Um de seus poemas, “Os flamboyans estão floridos”, exemplifica essa conexão. A obra retrata a beleza da natureza de maneira vívida, refletindo o impacto da flora local sobre a comunidade e a importância do olhar atento das crianças e dos pássaros para o esplendor natural.










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