O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou, em discurso televisivo realizado nesta terça-feira (26/11/2024), a formalização de um cessar-fogo entre Israel e o movimento libanês Hezbollah. O acordo, que será submetido ao gabinete para aprovação, prevê a retirada das forças israelenses do sul do Líbano em um período de 60 dias, com a subsequente ocupação da área pelo Exército libanês.
A região, historicamente controlada pelo Hezbollah, desempenha papel estratégico no cenário político e militar do Líbano, sendo base para operações e influência da organização, que também atua como principal representante político da minoria xiita no país.
Os termos do acordo estabelecem o compromisso mútuo com a resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que encerrou o conflito de 2006. A resolução reforça a manutenção da Linha Azul e o apoio às operações da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL).
Em seu pronunciamento, Netanyahu destacou três razões fundamentais para a celebração do acordo: a necessidade de redirecionar esforços contra o programa nuclear iraniano, a renovação e fortalecimento do poderio militar de Israel e a separação das frentes de combate contra o Hezbollah e o Hamas.
“Estou determinado a fazer de tudo para impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear”, afirmou o primeiro-ministro.
O cessar-fogo deverá entrar em vigor até quatro horas após o anúncio oficial de Israel, marcando um novo capítulo nas relações entre os dois países. A implementação do acordo será monitorada pela comunidade internacional, com expectativa de que contribua para a estabilidade regional e a redução de tensões no Oriente Médio.
*Com informações da Sputnik News.









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