Dados divulgados pela Fundação do Câncer, no Dia Nacional de Combate ao Câncer, destacam os impactos do tabagismo em tipos de câncer além do de pulmão. A pesquisa “Impactos do tabagismo além do câncer de pulmão” analisou sete tipos de câncer associados ao uso do tabaco, apontando que o hábito continua a ser um dos principais fatores de risco evitáveis no Brasil.
Segundo o estudo, 26,5% das mortes por câncer em 2022 e 17,2% dos novos casos estimados para 2024 estão relacionados ao tabagismo. Entre os tipos de câncer analisados estão os de cavidade oral, esôfago, estômago, cólon e reto, laringe, colo do útero e bexiga. Os pesquisadores destacaram a elevada letalidade de todos os casos, com destaque para o câncer de esôfago, que apresenta índices superiores a 80% em várias regiões brasileiras.
Para calcular a letalidade, foram utilizadas taxas ajustadas de incidência e mortalidade, baseadas em dados dos Registros de Câncer de Base Populacional e do Sistema de Informação sobre Mortalidade. A Região Sudeste se destacou pela alta letalidade do câncer de esôfago entre homens, atingindo 98%. Já no caso do câncer de estômago, a maior letalidade foi registrada na Região Norte, com 83%.
O consultor médico Alfredo Scaff, coordenador do estudo, explicou que o tabagismo é um fator preponderante no desenvolvimento de cânceres que acometem células epiteliais. Ele também destacou a relação do tabaco com a redução da imunidade local em órgãos como o colo do útero, aumentando a suscetibilidade a infecções, como pelo HPV, que contribuem para o desenvolvimento do câncer.
Embora o tabagismo não seja a única causa desses cânceres, sua contribuição é significativa. Os pesquisadores ressaltaram a necessidade de ações de prevenção, como o incentivo à vacinação contra o HPV e programas de detecção precoce, especialmente em regiões com maior incidência e letalidade das doenças.
*Com informações da Agência Brasil.








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