EUA: Donald Trump condena uso de armas de longo alcance pelos ucranianos contra a Rússia e alerta para escalada do conflito

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou sua oposição ao envio de armas de longo alcance, fornecidas pelos EUA, ao Exército ucraniano, que têm sido utilizadas para atacar alvos no território da Rússia. Em entrevista à revista Time, Trump afirmou que tais ações apenas intensificam o conflito e tornam mais difícil a busca por uma resolução.

“Não concordo veementemente com o envio de mísseis a centenas de quilômetros do interior da Rússia. Por que estamos fazendo isso? Estamos apenas intensificando essa guerra e piorando-a”, declarou Trump, demonstrando preocupação com a escalada das hostilidades entre os dois países.

Trump também indicou que, caso seja necessário, pretende usar a ajuda militar dos EUA à Ucrânia como uma forma de pressão durante as negociações com a Rússia para tentar encerrar o conflito.

“Quero chegar a um acordo, e a única maneira de chegar a um acordo é não abandonar”, afirmou o presidente eleito, reforçando sua postura de buscar uma solução rápida e definitiva para o impasse.

O presidente russo Vladimir Putin e seus assessores reagiram às declarações de Trump. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu a um comentário anterior de Trump, no qual ele afirmou que, se fosse presidente, o conflito entre Rússia e Ucrânia não teria ocorrido. Peskov sublinhou que o conflito é um problema complexo, que não pode ser resolvido de forma simples ou rápida, refutando a ideia de uma solução imediata em 24 horas, como sugerido por Trump.

Este debate ocorre no contexto de um conflito militar em andamento na Ucrânia, que desde 2022 tem gerado intensas tensões internacionais. O uso de armas de longo alcance pelo Exército ucraniano tem sido uma questão controversa, especialmente após os Estados Unidos e seus aliados da OTAN fornecerem um crescente apoio militar à Ucrânia para enfrentar a ofensiva russa. A perspectiva de uma possível resolução do conflito parece ainda distante, e as abordagens adotadas por Trump, que pretende mediar um acordo rápido, têm gerado discussões sobre a viabilidade de tal proposta.

EUA anunciam novo pacote de ajuda militar de US$ 500 milhões à Ucrânia

O governo dos Estados Unidos revelou um novo pacote de ajuda militar à Ucrânia, avaliado em US$ 500 milhões. A informação foi anunciada pelo secretário de Estado Antony Blinken em comunicado oficial, na sexta-feira (12). Este pacote faz parte do aumento da assistência de segurança que o presidente Joe Biden já havia autorizado em setembro de 2024. A ajuda será fornecida por meio de retiradas de estoques anteriores do Departamento de Defesa dos EUA.

Segundo Blinken, a assistência inclui materiais essenciais para a continuidade do esforço de defesa da Ucrânia, como munição de artilharia, munições destinadas ao combate a sistemas aéreos não tripulados (c-UAS) e munições para sistemas de foguetes de artilharia de alta mobilidade (HIMARS). Além disso, o pacote contempla equipamentos de proteção contra possíveis ameaças químicas, biológicas e nucleares. Esta ajuda é parte de um esforço contínuo por parte dos EUA para apoiar as forças ucranianas na resistência à invasão russa, um conflito que já dura mais de dois anos.

O anúncio ocorre em um momento de crescente tensão no campo de batalha, onde as forças armadas da Rússia continuam a operar no território ucraniano, com a presença de tropas russas em várias regiões. O impacto da ajuda americana tem sido discutido em diferentes esferas internacionais, especialmente com relação à possibilidade de prolongamento do conflito e à intensificação das hostilidades, especialmente com a contínua movimentação das tropas russas em direção a novas áreas da Ucrânia.

Nos últimos meses, as operações russas seguiram avançando em algumas regiões, enquanto a Ucrânia tem tentado lançar contraofensivas, com resultados variados. A assistência dos EUA à Ucrânia reflete o compromisso contínuo do país com a defesa de seu parceiro europeu e a busca por uma resolução que reestabeleça a estabilidade na região. No entanto, o futuro do conflito permanece incerto, com várias potências internacionais envolvidas de maneira direta ou indireta, tornando a situação cada vez mais complexa.

*Com informações da Sputnik News.


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