O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Consórcio Nordeste (CNE) assinaram, nesta quinta-feira (12/12/2024), um acordo de cooperação técnica com o objetivo de apoiar a criação e estruturação de projetos e políticas públicas na região Nordeste do Brasil. A parceria, formalizada em Natal, contempla ações para o intercâmbio de informações e experiências, além da promoção de estudos e ações de capacitação nas áreas estratégicas de desenvolvimento regional.
A iniciativa busca, entre outras ações, contribuir para a preservação e restauração do bioma Caatinga, promover o desenvolvimento sustentável no semiárido, apoiar a agricultura familiar e aumentar a produtividade e a capacidade de comercialização do setor. A ampliação dos canais de acesso ao crédito, o estímulo ao cooperativismo e a diversificação da produção também fazem parte das diretrizes do acordo, que tem como foco a redução das vulnerabilidades sociais e os impactos das mudanças climáticas na região.
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, que preside o Consórcio Nordeste, destacou a importância do acordo para o desenvolvimento regional e a equidade no acesso a recursos.
“A parceria com o BNDES tem como objetivo promover a inovação, a industrialização e a infraestrutura na região, com a ampliação das fontes de financiamento para investimentos essenciais”, afirmou a governadora.
A parceria ocorre em um momento em que os investimentos no Nordeste apresentam crescimento expressivo. Nos últimos quatro anos, as aprovações de crédito do BNDES para a região aumentaram 45%, passando de R$ 12 bilhões em 2020 para R$ 17,5 bilhões em 2023. Este crescimento foi impulsionado principalmente pelas micro, pequenas e médias empresas, que representaram 51% das aprovações, enquanto 43% do crédito foi destinado às grandes empresas.
O Consórcio Nordeste, que congrega os nove estados da região, representa uma população de aproximadamente 55 milhões de habitantes, o que equivale a 27% da população brasileira. No entanto, a região responde por apenas 14% do produto interno bruto (PIB) nacional e 11% do crédito disponível para empresas no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O acordo com o BNDES visa reverter essas disparidades e promover um crescimento mais equilibrado e sustentável para a região.
*Com informações da Agência Brasil.







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