O Fórum Econômico Mundial de 2025, realizado em Davos, nos Alpes Suíços, expôs as tensões entre a política protecionista do governo de Donald Trump e as iniciativas globais em defesa do multilateralismo. O evento, que começou na segunda-feira e vai até sexta-feira (20 a 24/01/2025), reúne cerca de 60 chefes de Estado, 130 representantes de governos e 1,6 mil executivos de 900 empresas. Ao longo da semana, cerca de 300 painéis abordarão temas como mudanças climáticas, regulação da inteligência artificial, crescimento econômico, desenvolvimento do capital humano e reconstrução da confiança global.
A participação de Donald Trump, por meio de videoconferência na quinta-feira (23), é um dos pontos mais aguardados. Sua última presença no evento ocorreu em 2020, pouco antes do início da pandemia de covid-19. As medidas adotadas nos primeiros dias de sua nova administração têm gerado repercussão entre os participantes. Entre as ações anunciadas estão a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, a desregulação da inteligência artificial e decretos que intensificam a deportação de imigrantes e restringem a cidadania para filhos de imigrantes nascidos no país.
As divergências tornaram-se evidentes nos discursos e debates do evento. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou sobre as ameaças representadas pela crise climática e pela inteligência artificial, destacando a necessidade de ações globais coordenadas. Em contraste, Trump reafirmou sua intenção de fortalecer a indústria norte-americana por meio da exploração de combustíveis fósseis, em oposição às políticas de transição energética defendidas no fórum.
Empresários norte-americanos como os da Coca-Cola e do Bank of America demonstraram apoio às medidas de Trump, especialmente à redução de impostos. Por outro lado, lideranças como Ana Botín, presidente do Banco Santander, expressaram preocupação com o protecionismo dos Estados Unidos, enfatizando a necessidade de maior agilidade da União Europeia para enfrentar essa política.
A delegação brasileira teve participação limitada, com a ausência da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, inicialmente confirmada para o evento. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o governador do Pará, Helder Barbalho, representaram o país, destacando a promoção da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), a ser realizada em Belém, em novembro.
*Com informações da Agência Brasil.











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