A nova rodada de tarifas anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos chineses tem gerado impactos no cenário econômico global. O ex-ministro da Economia da China, Wang Huiyao, afirmou que Pequim mantém canais abertos para diálogo com Washington, mas pode intensificar comércio com outros parceiros, como Brasil e América Latina, caso as restrições persistam.
Wang Huiyao, que preside o think tank Centro para China e Globalização (CCG), avaliou que as tarifas impostas pelo ex-presidente norte-americano Donald Trump são utilizadas como instrumento de negociação. Ele afirmou que a China adota uma postura de diálogo para evitar uma escalada da disputa comercial, mas enfatizou que a estratégia tarifária dos Estados Unidos pode levar Pequim a fortalecer relações com outros mercados.
No último sábado (01/02/2025), Trump assinou uma ordem impondo um acréscimo de 10% às tarifas sobre mercadorias provenientes da China. Em resposta, Pequim anunciou medidas retaliatórias nesta terça-feira (4), incluindo a taxação de 15% sobre carvão e gás natural liquefeito (GNL), além de 10% sobre petróleo e equipamentos agrícolas. Outras ações incluem o aumento no controle de exportações de metais e terras raras, além da apresentação de uma reclamação formal à Organização Mundial do Comércio (OMC).
O ex-ministro chinês afirmou que, diante do novo cenário, a China pode buscar ampliar transações comerciais com outras economias, impulsionando a cooperação com países da América Latina. Ele destacou que a estratégia de Trump prioriza interesses norte-americanos, o que pode levar outros países a fortalecerem laços comerciais entre si.
O impacto das novas tarifas deve gerar desdobramentos no comércio internacional. A expectativa é de que as medidas adotadas por China e Estados Unidos influenciem cadeias produtivas e fluxos comerciais globais nos próximos meses.
*Com informações da Sputnik News.








Deixe um comentário