China critica protecionismo dos EUA e alerta para impacto global das tarifas comerciais

Nesta segunda-feira (10/02/2025), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, afirmou que a política protecionista adotada pelos Estados Unidos “não leva a lugar nenhum” e reiterou que “as guerras comerciais e tarifárias não têm vencedores”. A declaração ocorre após o presidente norte-americano Donald Trump anunciar novas tarifas de 25% sobre todas as importações de aço e alumínio.

O jornal estatal Global Times ressaltou que a oposição da China a tarifas unilaterais e protecionistas tem sido “clara e consistente”. Dados citados pela publicação indicam que a medida adotada por Washington afetará principalmente países como Canadá, Brasil, México e Coreia do Sul, cujas exportações desses produtos são mais expressivas para o mercado norte-americano.

Apesar da tensão comercial, analistas chineses avaliam que o impacto da decisão dos EUA sobre a China será limitado. O diretor de pesquisa do Centro de Pesquisa de Informações sobre Aço de Pequim, Wang Guoqing, explicou que o país exportou 890 mil toneladas de aço para os EUA em 2024, o que representou apenas 0,8% do total das exportações chinesas. Segundo ele, o governo chinês tem adotado medidas para impulsionar o consumo interno e diversificar mercados, minimizando eventuais impactos das tarifas.

O pesquisador da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica do Ministério do Comércio da China, Bai Ming, destacou que a estratégia de tarifas dos Estados Unidos não tem impacto significativo sobre a China, mas pode prejudicar outras economias. Segundo ele, a política tarifária implementada por Trump não conseguiu reduzir as exportações chinesas e, em seu segundo mandato, tende a intensificar conflitos comerciais, ampliando a incerteza no cenário global.

A adoção de tarifas comerciais pelos EUA reacende o debate sobre os efeitos do protecionismo na economia mundial. Enquanto Washington argumenta que a medida protege a indústria nacional, países afetados alertam para o risco de desestabilização do comércio internacional. O governo chinês reforça que a estratégia norte-americana não traz benefícios nem aos Estados Unidos nem a seus parceiros comerciais, aumentando o risco de disputas econômicas prolongadas.

*Com informações da Sputnik News.


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