Em 15 de março de 1985, o Brasil iniciou o mais longo período democrático ininterrupto desde a proclamação da República, com a posse de José Sarney como presidente. O evento, que simbolizou a redemocratização após 21 anos de regime civil-militar, foi celebrado no sábado (15/03/2025), com recordações do processo histórico e das dificuldades enfrentadas.
Sarney assumiu a presidência de forma interina, após o falecimento de Tancredo Neves, eleito presidente em um processo de voto indireto, mas que não conseguiu assumir devido ao seu estado de saúde. A posse de Sarney foi marcada por um contexto de incertezas políticas, já que o país temia uma possível resistência militar em relação à transição para a democracia.
Durante o evento de posse, Sarney relembrava o momento difícil vivido pelo país, dizendo que a transição democrática só se concretizou devido ao compromisso de líderes políticos, incluindo os militares. Ele destacou que orientou as Forças Armadas a se manterem afastadas da política, garantindo que a democracia fosse restaurada.
Em sua fala, Sarney também fez questão de ressaltar que o Brasil passava por um momento de tensão política, com receios de retrocessos e de desrespeito à Constituição. A promulgação da Constituição de 1988, um marco da redemocratização, contou com a participação ativa da sociedade e representou um avanço importante para as liberdades civis e os direitos fundamentais.
Lula e a celebração da Democracia
Em suas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também comemorou os 40 anos da redemocratização, destacando a importância do governo Sarney para a elaboração da Constituição Cidadã de 1988. Ele afirmou que, apesar das adversidades, o Brasil avançou significativamente na construção de uma sociedade democrática, lembrando que o país deve se manter vigilante contra tentativas de retrocesso autoritário.
Lula destacou que a defesa da democracia deve ser uma tarefa constante, e ressaltou o compromisso com a construção de um Brasil democrático, livre e soberano. Para o presidente, é fundamental que as novas gerações compreendam a importância de preservar os direitos conquistados ao longo dos anos.
Cármen Lúcia e o processo de redemocratização
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, também comentou a data. Em um vídeo, ela relembrou que o processo de redemocratização foi longo e repleto de desafios. A ministra destacou o papel de Sarney na garantia de um Estado Democrático de Direito, permitindo a elaboração de uma nova Constituição e a inclusão de grupos sociais historicamente marginalizados, como as mulheres.
Embora reconhecesse os avanços, Cármen Lúcia lembrou que o Brasil ainda enfrenta desafios em relação à igualdade e liberdade, fundamentais para a construção plena da democracia.
*Com informações da Agência Brasil.








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