Neste domingo (30/03/2025), manifestantes se reuniram em várias capitais brasileiras para protestar contra a possibilidade de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Os protestos foram convocados por entidades sindicais, como a CUT e a UGT, e por movimentos sociais, incluindo a Frente Brasil Popular e o MST.
São Paulo concentra maior ato
Em São Paulo, os manifestantes se reuniram na Avenida Paulista e seguiram em direção ao antigo prédio do Doi-Codi, local que funcionou como centro de repressão durante a ditadura militar (1964-1985). O objetivo foi simbolizar a resistência contra a impunidade e reforçar a defesa da democracia.
Lenir Correia, uma das participantes, afirmou que a anistia seria um incentivo a novas tentativas golpistas. “Ele [Bolsonaro] agiu contra o Brasil. Quebraram o Congresso, picharam, destruíram o que é público”, disse. Outros manifestantes, como Sada Shimabuko e Rosemeire Amadeu, defenderam que perdoar os envolvidos seria um risco à estabilidade democrática.
Rio de Janeiro prepara ato unificado para terça
No Rio de Janeiro, militantes distribuíram panfletos em locais como o Museu da República e a Praia de Copacabana, convocando a população para um grande ato na terça-feira (01/04/2025). A marcha sairá do antigo prédio do Dops até a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), em referência ao aniversário do golpe de 1964 (31 de março).
Sérgio Santana, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia, destacou que a defesa da punição é uma causa suprapartidária.
“Não queremos ditadura nem tortura nunca mais”, afirmou Regina Toscano, do Núcleo Resistência do PT.
Outras cidades também registraram protestos
Em Brasília, o protesto ocorreu no Eixão Norte, enquanto Belém, Fortaleza, Recife, Curitiba e Belo Horizonte também registraram mobilizações, porém com menor adesão do que em São Paulo.
*Com informações da Agência Brasil.








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