Mais de 1.500 pessoas foram assassinadas e 572 ficaram feridas no Haiti em um período de três meses, conforme relatório divulgado nesta terça-feira (09/04/2025) pelo Escritório de Direitos Humanos da ONU. A escalada da violência é atribuída à disputa territorial entre facções armadas que atuam nas áreas rurais e periféricas de Porto Príncipe, capital do país.
Escalada de confrontos armados
A violência armada se intensificou nas localidades de Kenscoff e Carrefour, regiões que estão sob ataque contínuo de grupos criminosos. De acordo com a Polícia Nacional Haitiana, quatro agentes de segurança foram mortos e outros quatro ficaram feridos em confrontos recentes.
Relatórios da ONU indicam que as facções têm realizado execuções sumárias, inclusive de mulheres e crianças, dentro de residências e nas vias públicas. Os ataques também resultaram em deslocamentos forçados, com mais de 1 milhão de haitianos deixando suas casas desde o ano passado.
Casas destruídas e vítimas de violência sexual
Segundo a ONU, mais de 190 casas foram incendiadas e diversos lares foram saqueados durante os ataques. A organização confirmou relatos de pelo menos sete mulheres e meninas vítimas de violência sexual nas últimas ofensivas armadas.
A cidade montanhosa de Kenscoff, situada ao sul de Porto Príncipe, é considerada um ponto estratégico, por oferecer acesso à região de Pétion-Ville, onde estão localizadas instituições bancárias e representações diplomáticas.
Ação policial não contém violência
As autoridades haitianas, com apoio das Forças Armadas e da Missão Multinacional de Apoio e Segurança, intervieram após os primeiros episódios de violência em 27 de janeiro. Contudo, os confrontos foram retomados cerca de uma semana depois, indicando a incapacidade estatal de contenção dos grupos armados.
Além das facções organizadas, os ataques também vêm sendo cometidos por grupos de autodefesa e por indivíduos não vinculados a organizações criminosas. A atuação desses grupos agrava ainda mais o cenário de instabilidade e dificulta a proteção da população civil.
*Com informações da ONU News.
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