Entre janeiro e abril de 2025, Feira de Santana registrou, através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), 130 casos de Doença de Chagas, segundo dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificações (SINAN). A maior parte dos infectados está na faixa etária de 50 a 64 anos, enquanto o menor número de casos foi observado entre bebês de até um ano de idade.
De acordo com um estudo da Fiocruz divulgado em dezembro de 2024, a Bahia ocupa a quarta maior taxa de mortalidade do país por Doença de Chagas, superando a média nacional. No entanto, Feira de Santana não figura entre as regiões com maior número de óbitos. O secretário municipal de Saúde, Rodrigo Matos, afirmou que o município tem realizado monitoramento e acompanhamento dos casos através da Vigilância Epidemiológica.
O estudo realizado pela Fiocruz, que analisou o período de 2008 a 2018, indicou que quase 80% dos óbitos na Bahia tiveram a Doença de Chagas como causa principal, e 85% apresentavam problemas cardíacos. O maior risco está no fato de que muitas pessoas não apresentam sintomas por anos, e somente quando o coração está bastante comprometido é que a doença é diagnosticada. Isso pode levar à insuficiência cardíaca.
A transmissão ocorre principalmente através da picada do barbeiro, um inseto que, ao defecar na região da picada, transmite o protozoário causador da doença. O secretário alertou para a importância de procurar assistência médica caso ocorra a exposição ao inseto. Quem for picado deve se dirigir ao Ambulatório de Infectologia, localizado na Rua Professor Fernando São Paulo, nº 911, no bairro São João, para triagem e investigação do caso.










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