1ª Bienal de Performance da Bahia reúne mais de 30 artistas em Salvador e Jequié em agosto de 2025

Diego Alcântara conduz a oficina “Método Mamba” no dia 15 de agosto, em Salvador.
Diego Alcântara conduz a oficina “Método Mamba” no dia 15 de agosto, em Salvador.

A 1ª Bienal de Performance da Bahia será realizada entre os dias 13 e 17 de agosto de 2025, com ações simultâneas nas cidades de Salvador e Jequié, reunindo mais de 30 artistas e pesquisadores em uma programação dedicada exclusivamente à linguagem da performance. O evento é gratuito e propõe intervenções em ruas, feiras, escolas, centros culturais e plataformas digitais.

Com curadoria da artista e pesquisadora Padmateo, a bienal parte do eixo temático “Isto é violência?”, com o objetivo de refletir sobre violência estrutural, memória, resistência e formas de expressão em territórios marcados pela exclusão social. A programação inclui performances urbanas, oficinas, falas públicas, vídeoarte e exposições, distribuídas por espaços públicos e instituições culturais das duas cidades.

Programação em Jequié

Em Jequié, as atividades têm início no dia 13/08 com a abertura da exposição “Mandacaru: Aqui é um bairro”, de Alex Oliveira, na Casa 1145. Ainda no dia 13, o artista Z Mário apresenta uma intervenção simbólica que conecta elementos de ancestralidade e memória. No dia 14, Marcel Diogo realiza no Centro de Abastecimento Vicente Grillo a performance “Nem tudo que vai na parede é obra de arte”, que discute abordagens policiais e relações de poder.

No dia 15, Alex Oliveira retorna com a “Fotoperformance Popular” na Feira do Pau e no Colégio Milton Santos. Outros destaques incluem “A Gangorra”, de Augusto Leal, na Praça Ruy Barbosa, e “Me segura que eu vou dar um vogue”, de Otacílius José, na Avenida Rio Branco.

No dia 16, o Centro Cultural ACM recebe o espetáculo “Entrelinhas”, da coreógrafa Jack Elesbão, seguido pela performance coletiva “Bombas de Sementes”.

Programação em Salvador

Em Salvador, a bienal ocupa o Centro Histórico com caminhadas performáticas, ações poéticas e intervenções públicas. A programação começa no dia 13/08 com a performance “Ultrassom: ou toda cidade é uma partitura”, de Tiê Francisco Maria, com ponto de partida na Casa do Benin.

No dia 14, às 15h, Ângela Daltro apresenta a performance “Noiva”, que propõe uma crítica às violências de gênero e raça. Em 15/08, o artista Álex Ìgbó espalha pelas ruas a série de lambe-lambes “Oriente-se”, desafiando símbolos coloniais de gênero.

Já em 16/08, às 15h, no Terreiro de Jesus, acontece a performance “Contagiar: conversas sobre HIV e AID$”, com Kako Arancíbia e Franclin Rocha, abordando prevenção, diálogo e afetividade no espaço público.

Mostra de vídeoarte e falas públicas

A programação inclui também uma mostra de vídeoarte, com curadoria de Rogério Félix, em parceria com o acervo do Vídeo Brasil, exibida em Salvador e Jequié durante os cinco dias de evento. Entre os títulos confirmados estão “O arco do medo”, “De dentro, pra fora, pra dentro” e “No le digas a mi mano derecha…”.

No ambiente virtual, o ciclo Auto-Falante: Aulas Magnas será transmitido ao vivo pelo YouTube da Bienal, sempre às 11h, com interpretação em Libras. Participam os pesquisadores Renan Marcondes (13/08), Pêdra Costa (14/08), Ramon Fontes (15/08) e Waleff Dias (16/08), com reflexões sobre arte, trauma, espiritualidade e práticas dissidentes.

Oficinas e atividades formativas

A bienal oferece ainda oficinas presenciais e online, com inscrições disponíveis no perfil @bienalperformance, no Instagram. Em Jequié, Ana Gábris ministra a oficina “Risco!: por uma modelagem viva” nos dias 14 e 15 de agosto, na Casa 1145. Em Salvador, a oficina “Método Mamba”, de Diego Alcântara, será realizada no dia 15, na Casa Mangabeira.

No formato virtual, a oficina “Práticas Performativas Feministas”, com Nina Caetano, acontece no dia 13, e “Arte e Crime”, com Kauê Garcia, no dia 14.

Realização e financiamento

A 1ª Bienal de Performance da Bahia é uma realização independente com apoio de instituições como UFBA, UESB, Gpnec, Gap-Motus, Associação Cultural Vídeo Brasil, entre outras. O projeto foi contemplado no Edital 07/2024 Cultura que Transforma da PNAB – Jequié e conta com apoio financeiro da prefeitura de Jequié, via Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Ministério da Cultura, Governo Federal.


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