O Senado Federal promoveu uma sessão especial em homenagem ao médium Divaldo Franco, falecido em 13 de maio de 2025, aos 98 anos. Durante o evento, parlamentares, representantes de entidades espíritas e artistas ressaltaram o legado humanitário, educativo e espiritual deixado pelo médium.
Reconhecimento parlamentar
O senador Eduardo Girão (Novo-CE), autor do requerimento (RQS 371/2025), destacou a dedicação de Divaldo Franco à educação, à caridade e à paz, citando que o médium adotou mais de 600 crianças. O parlamentar afirmou que Divaldo é um símbolo de união e respeito à diversidade religiosa no Brasil e que sua atuação se estendeu ao país e ao mundo.
“Foi um grande brasileiro, pacifista e humanista, reconhecido no Brasil e no mundo”, afirmou Girão.
Entidades espíritas e legado internacional
O presidente da Federação Espírita Brasileira, Jorge Godinho Barreto Nery, destacou que Divaldo realizou mais de 20 mil palestras nacional e internacionalmente, consolidando-se como uma referência do espiritismo. Segundo Nery, a mediunidade do médium se manifestou na infância e contribuiu para sua atuação humanitária e educacional.
O presidente do Centro Espírita Caminho da Redenção, Waldir Beira Júnior, reforçou que Divaldo Franco dedicou a vida ao serviço ao próximo, transmitindo consolo e orientação a pessoas necessitadas.
Representações culturais e cinematográficas
O cineasta Clovis Mello, diretor do filme Divaldo, o Mensageiro da Paz (2019), destacou a humildade do médium e o foco de sua vida na mensagem de amor e caridade. A atriz Regiane Alves, que interpretou Joanna de Ângelis, ressaltou o legado de renúncia e serviço ao próximo deixado por Divaldo.
A jornalista Daniela Migliari, autora do livro Divaldo Franco, bastidores do filme, observou a dimensão espiritual presente na vida do médium e afirmou que a obra cinematográfica evidencia o amor à vida e à mensagem de caridade.
Lançamentos e participação institucional
Durante a sessão, foi lançado o livro infantil Divaldo Franco, a terra boa!, da escritora Nísia Anália. A homenagem contou com apresentações do coral Elos de Luz e da contadora de histórias Nyedja Gennari, além da presença de conferencistas e representantes do Ministério dos Direitos Humanos e de entidades espíritas.
Legado histórico e educacional
Nascido em 5 de maio de 1927, em Feira de Santana (BA), Divaldo Franco fundou a instituição de caridade Mansão do Caminho, em Salvador, no início da década de 1950. Ao longo de mais de 70 anos, a entidade passou a atender 6 mil pessoas por dia, em uma área de 80 mil m². Divaldo também escreveu mais de 260 livros, com vendas superiores a 10 milhões de exemplares, consolidando-se como um dos principais divulgadores da doutrina espírita mundialmente.
*Com informações da Agência Senado.









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