A Confederação Nacional da Indústria (CNI) revisou para baixo a expectativa de crescimento do setor industrial em 2025, reduzindo a projeção de 2% para 1,7%. Os dados constam do Informe Conjuntural do segundo trimestre, que aponta juros elevados e aumento das importações como principais fatores do desempenho moderado. A previsão geral para o Produto Interno Bruto (PIB) permanece em 2,3%, sustentada pelo forte desempenho do agronegócio e do mercado de trabalho.
A agropecuária teve sua estimativa revisada positivamente de 5,5% para 7,9%, consolidando-se como o principal motor da economia no próximo ano. Em contraste, a indústria de transformação deve crescer apenas 1,5% após expansão de 3,8% em 2024. Segundo Mário Sérgio Telles, diretor de Economia da CNI, “a composição não é tão positiva, a indústria está sofrendo muito, cada vez com projeção de crescimento menor”.
O cenário externo apresenta pressões adicionais sobre o setor industrial. A CNI revisou para baixo a previsão de exportações brasileiras em 2025, de US$ 347,3 bilhões para US$ 341,9 bilhões. As tarifas impostas pelos Estados Unidos de 50% sobre parte dos produtos brasileiros devem impactar significativamente as vendas da indústria de transformação ao mercado norte-americano.
A construção civil deve crescer 2,2%, impulsionada pela continuidade de obras e pelo programa Minha Casa, Minha Vida. A indústria extrativa também apresenta perspectiva melhorada, com expectativa de alta de 2% ante 1% anterior, beneficiada pela produção de petróleo.
O mercado de trabalho permanece como pilar de sustentação, com previsão de taxa de desocupação em 6% – menor nível histórico pelo segundo ano consecutivo – e crescimento de 5,5% na massa de rendimento real. A inflação deve encerrar 2025 em 5%, enquanto a taxa Selic deve permanecer em 15% ao ano.







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