A cidade de Feira de Santana está promovendo uma série de ações no Setembro Surdo, mês de valorização da cultura e identidade surda, com o objetivo de ampliar a sensibilização e inclusão. Atualmente, 26 estudantes surdos e 56 com deficiência auditiva estão matriculados na rede municipal e recebem atendimento especializado no Centro Municipal de Educação Inclusiva. As atividades seguem até 30 de setembro de 2025 com programação voltada para estudantes, famílias e educadores.
Programação de atividades e rodas de conversa
O Dia Nacional do Surdo, celebrado em 26/09, será lembrado com eventos locais que incluem rodas de conversa, jogos adaptados e vivências em Libras. A principal ação ocorrerá no dia 30, no Centro de Inclusão, reunindo pais, professores e intérpretes para debater o papel da Libras no desenvolvimento educacional e social dos estudantes.
Objetivo das ações
Segundo Meiry Pires Costa, coordenadora do Núcleo de Surdez e Deficiência Visual, o mês é uma oportunidade de dar visibilidade às lutas da comunidade surda. Ela explica que o termo Setembro Surdo substituiu Setembro Azul, adotando uma abordagem de valorização da identidade surda e reforçando que a Libras é a língua materna dessas pessoas.
Educação bilíngue e apoio especializado
No município, o processo de inclusão inicia já na matrícula, com encaminhamento para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), onde os alunos recebem acompanhamento em Libras (L1) e Língua Portuguesa escrita (L2).
Adaptações para aprendizagem
O acompanhamento inclui adaptações curriculares, tempo estendido para provas e um ambiente de convivência entre surdos, garantindo alfabetização em Libras no turno oposto ao da escola regular.
Impacto na formação e identidade dos estudantes
Para Aglaia Muritiba, professora de Libras, o espaço é fundamental para a construção da identidade surda, promovendo atividades lúdicas e encontros que incentivam a valorização da cultura visual.
Depoimentos das famílias
As famílias relatam avanços significativos. Adriana Luz, mãe de um estudante de 10 anos, afirma que a introdução da Libras transformou a comunicação familiar e melhorou o relacionamento. Já Natália dos Santos Silva, mãe de outro aluno, destacou que os colegas de classe aprenderam Libras para interagir, favorecendo a participação do filho nas aulas.











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