Indústria baiana reconhece cultura como vetor de desenvolvimento humano, inovação e fortalecimento institucional

A indústria da Bahia atribui à cultura papel estratégico para desenvolvimento humano, inovação, fortalecimento da marca e estímulo à economia criativa, segundo a Pesquisa de Demanda em Cultura, realizada pelo Instituto Consulting do Brasil em parceria com o SESI Bahia. O levantamento ouviu 144 médias e grandes empresas de diversos setores e apontou que 96% das indústrias consideram a cultura importante ou muito importante para o desenvolvimento social, enquanto 98% a relacionam à inovação e criatividade.

De acordo com Joana Fialho, gerente do SESI Cultura Bahia, os dados indicam a relevância de conectar a gestão estratégica empresarial ao investimento em cultura, gerando impacto social e fortalecendo marcas e identidades.

“Que esses dados nos inspirem a construir novos futuros, em que investir em cultura signifique gerar impacto, fortalecer marcas, identidades e inovar com criatividade e propósito”, afirmou.

Investimentos e mecanismos

A pesquisa indica que 62% das indústrias já investiram ou apoiaram projetos culturais, com 89% desses investimentos concentrados na Bahia. O patrocínio direto foi apontado como principal mecanismo (32%), enquanto leis de incentivo federais, estaduais e municipais alcançaram 44% do total.

Valores e prioridades

Em termos de valores, 38% das empresas investiram até R$ 100 mil anuais, e 22% destinaram entre R$ 100 mil e R$ 500 mil. A maioria (61%) apoia de dois a cinco projetos culturais anualmente, com média de cinco projetos por empresa. As principais motivações incluem responsabilidade social e desenvolvimento comunitário (25,8%), valorização da cultura local (19,1%) e reputação institucional (15,7%).

Perfil das empresas e políticas de ESG

A amostra contemplou 144 indústrias de médio (44%) e grande porte (56%), concentradas na Região Leste da Bahia (43%), com destaque para construção civil, química/petroquímica, alimentos e bebidas, metalurgia, serviços industriais e agronegócio.

Os dados apontam que 78% das empresas possuem políticas de ESG ou responsabilidade social alinhadas aos ODS, e 85% realizam ações culturais voltadas a colaboradores. A decisão de investimento em cultura é liderada pela diretoria executiva em 52% dos casos.

Cultura como estratégia corporativa

A pesquisa evidencia que as indústrias veem a cultura como pilar estratégico, contribuindo para:

  • Formação cidadã e qualidade de vida;

  • Estímulo à criatividade e inovação;

  • Fortalecimento da identidade institucional;

  • Impulsionamento da economia criativa.

Segundo Armando Neto, diretor superintendente do SESI Bahia, os resultados qualificam a atuação da instituição como parceiro estratégico das empresas, promovendo impacto social, econômico e cultural.


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