Brasil registra segundo menor índice de incêndios florestais em unidades de conservação desde 2018

O governo federal informou nesta segunda-feira (17/11/2025) que o Brasil registrou 434.392 hectares queimados em unidades de conservação ao longo de 2025, número considerado o segundo menor da série histórica compilada pelo Centro Especializado em Manejo Integrado do Fogo (CEMIF). O período crítico de queimadas se encerrou com índices inferiores aos de anos anteriores, mesmo com a ampliação do monitoramento.

O volume ficou atrás apenas do registrado em 2018, quando foram contabilizados 428.320 hectares, mas com cobertura significativamente menor: 39 unidades monitoradas à época, contra 79 acompanhadas em 2025. Segundo o governo, a ampliação da base de observação tornou as estimativas mais precisas e alinhadas às condições reais das áreas protegidas.

De acordo com o coordenador do CEMIF, João Morita, o resultado reflete avanços no sistema de manejo e na governança ambiental. Ele afirma que a expansão das áreas observadas e a evolução dos métodos de análise contribuíram para gerar estatísticas mais realistas e reforçar o planejamento preventivo.

Consolidação do manejo integrado do fogo

Morita destacou que os números de 2025 acompanham mudanças estruturais na política de prevenção, impulsionadas pelos Planos de Manejo Integrado do Fogo (PMIFs). Esses instrumentos orientam ações de controle, prevenção e monitoramento contínuo, articulando equipes de diferentes regiões.

O coordenador também apontou que o incremento de capacitações técnicas, treinamentos e intercâmbio de experiências tem fortalecido a aplicação das estratégias de manejo. As ações incluem análise de risco, mapeamento de áreas sensíveis e protocolos de resposta rápida.

O CEMIF informou que a consolidação do sistema integrado tem permitido respostas mais alinhadas às dinâmicas dos biomas, ampliando a efetividade das operações de campo e reduzindo a incidência de incêndios em áreas críticas.

Distribuição dos impactos por bioma

Do total queimado em 2025, o Cerrado continua sendo o bioma mais afetado, concentrando cerca de 95% da área atingida, o equivalente a 414.260 hectares. Em seguida, aparecem:

  • Amazônia: 9.749 hectares (aprox. 2,2%)

  • Mata Atlântica: 9.358 hectares

  • Caatinga e Pampa: pouco mais de mil hectares somados

Os dados ainda podem sofrer ajustes, mas, segundo o CEMIF, mesmo após a revisão final, o total não deve ultrapassar o volume registrado em 2013, que ocupava a segunda posição da série histórica, com 568 mil hectares queimados.

*Com informações da Sputnik News.


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