Programação da Consciência Negra reúne ações culturais e debates sobre reparação no Centro de Convenções de Feira de Santana

A programação cultural alusiva ao Dia da Consciência Negra começa nesta sexta-feira (21/11/2025), no Centro de Convenções, no bairro São João, com atividades gratuitas que seguem até (30/11/2025). A agenda, que integra o Novembro Negro, foi apresentada durante a sessão da Câmara Municipal desta quarta-feira (19/11/2025), em discussão sobre políticas públicas e ações de reparação voltadas à população negra.

A iniciativa é promovida pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) em parceria com a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi). O calendário reúne espetáculos, apresentações musicais e manifestações artísticas que destacam conteúdos de matriz africana e reforçam a importância da preservação da memória cultural.

Às 19h desta sexta (21/11/2025), o espetáculo “Koanza: Simbora, Negona” abre o evento. No sábado (22/11/2025), também às 19h, a programação “Samba de Fêra” apresenta Belito, Jô Chagas e Unidos pelo Samba, além dos estandes da mostra empreendedora Mostraê. No domingo (23/11/2025), às 16h, o “Rap dos Bairros” promove encontro de artistas das periferias. No dia (29/11/2025), às 19h, “A Cor do Jazz” traz Santinni e Trio + convidados. O encerramento acontece em (30/11/2025), às 19h, com a peça “Erê”, do Bando de Teatro Olodum.

Reflexões sobre reparação e políticas públicas

Durante a sessão legislativa desta quarta-feira (19/11/2025), o vereador Silvio Dias (PT) ressaltou a relevância do Dia da Consciência Negra (20/11/2025) para a implementação de ações de reparação no país. Segundo ele, a data reforça a necessidade de políticas públicas que ampliem o acesso a serviços essenciais, sobretudo em municípios com maioria de população negra.

O parlamentar destacou que, apesar do fim formal do sistema escravagista no final dos anos 1800, persistiram desigualdades estruturais que impactam a vida da população negra. Ele pontuou que, a partir de 2003, o país passou a adotar medidas como cotas educacionais, expansão do acesso à saúde e políticas de inclusão.

Em complemento, o vereador José Carneiro (União) afirmou que o Brasil reconhece sua dívida histórica e vem adotando instrumentos institucionais, como a política de cotas e o feriado nacional do Dia da Consciência Negra, para reforçar iniciativas de enfrentamento ao racismo.

Lógicas culturais no Novembro Negro

A programação no Centro de Convenções integra ações promovidas ao longo de todo o mês, com atividades que buscam fortalecer a difusão cultural de matriz africana. Os eventos incluem apresentações artísticas que destacam narrativas negras e ampliam o alcance de projetos voltados ao reconhecimento institucional da diversidade.

Além da agenda cultural, instituições públicas utilizam o período para discutir mecanismos de enfrentamento ao racismo e ampliar o diálogo sobre políticas de reparação. O calendário reforça a importância de iniciativas permanentes que contribuam para a formulação de estratégias inclusivas.

Representatividade e produção artística

A programação reúne artistas, grupos culturais e coletivos dedicados à valorização de manifestações estéticas negras. As ações contribuem para o fortalecimento de circuitos culturais locais e ampliam a participação de representantes de comunidades periféricas. A ampliação dessas iniciativas é vista como fundamental para o desenvolvimento de políticas de incentivo à produção artística.

O conjunto das atividades evidencia a diversidade de linguagens e reforça a importância da manutenção de espaços públicos voltados à circulação cultural. Os eventos funcionam como plataforma de visibilidade para ações formativas, educativas e artísticas.

Políticas de inclusão e debates estruturais

Debates sobre igualdade racial, acesso a serviços públicos e combate às desigualdades estruturais estiveram no centro das discussões parlamentares desta quarta-feira (19/11/2025). Os vereadores destacaram que a data do Dia da Consciência Negra segue como marco institucional para reflexão sobre o cenário nacional e para o fortalecimento de políticas afirmativas.

As discussões reforçam a necessidade de ações integradas entre órgãos públicos, sociedade civil e coletivos culturais. O objetivo é ampliar estratégias que promovam equidade, reconhecimento e geração de oportunidades.


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