A implantação de barreiros de trincheira segue avançando em diversas regiões da Bahia e fortalece o acesso à água para a produção agrícola e o cuidado animal. Desde 2023, o Governo do Estado entregou 619 reservatórios, incluindo 62 novas unidades no Sudoeste, onde agricultores aproveitam o período de chuvas para ampliar o abastecimento. As ações são coordenadas pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Na região Sudoeste, agricultores relatam melhorias na produção e no abastecimento doméstico. Em Ribeirão do Largo, os reservatórios atendem comunidades rurais que enfrentavam dificuldades durante a estiagem. As estruturas ampliam a disponibilidade de água para hortas, animais e uso familiar, aumentando a segurança hídrica para pequenos produtores.
A CAR executa as entregas em parceria com o Centro de Convivência e Desenvolvimento Agroecológico do Sudoeste da Bahia (Cedasb), sediado em Vitória da Conquista. A previsão é de implantação de mais 52 reservatórios, reforçando o atendimento às comunidades rurais do território.
Expansão no território do Sertão Produtivo
No centro-sul do estado, agricultores de Rio do Pires e Caturama também foram contemplados com barreiros de trincheira. A iniciativa é realizada por meio de convênio entre a CAR e a Associação do Semi-Árido da Microrregião de Livramento (Asamil). A entidade entregou 50 reservatórios, sendo 38 em Caturama e 12 em Rio do Pires, com previsão de mais 64 unidades nos dois municípios e em Ibipitanga.
Impactos diretos na produção familiar
Os barreiros ampliam a capacidade produtiva de agricultores que dependem da água para hortas, frutíferas, irrigação e criação de animais. Em comunidades do Sudoeste, a diversificação agrícola aumentou após a implantação dos reservatórios, favorecendo culturas como café, banana, laranja, abacate e hortaliças.
Tecnologia social para segurança hídrica
O barreiro de trincheira é uma tecnologia social de armazenamento da água da chuva. O modelo utiliza escavação profunda e estreita, com paredes verticais, o que reduz a evaporação e prolonga o tempo de disponibilidade da água. A técnica se adapta às condições climáticas do Semiárido e fortalece a autonomia das famílias rurais.










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